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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 132

Naquele momento, havia também um toque de impaciência, como se ela o estivesse incomodando.

Serena simplesmente ergueu a tigela com o caldo escuro e bebeu tudo de um só gole. Depois, virou a tigela de cabeça para baixo, num gesto de bravura.

Felipe curvou os lábios.

— Usou a cabeça hoje?

— Você pode questionar qualquer outra coisa a meu respeito, mas não a minha integridade. É o pilar da minha reputação — disse Serena, palavra por palavra.

— Outra coisa, tipo sua personalidade? Seu talento? Ou talvez sua aparência? Seu corpo?

— Isso não vem ao caso!

Felipe deu uma risada baixa, levou o cigarro à boca novamente e deu uma tragada forte. Estava prestes a desligar.

— Ei, o que aconteceu com o seu braço?

Serena viu um corte considerável no braço que Felipe ergueu. O sangue havia manchado uma grande parte de sua camisa branca.

Felipe olhou de relance.

— Me machuquei sem querer agora há pouco.

Era uma desculpa esfarrapada, mas Serena não podia insistir.

— É melhor você ir a um hospital para fazer um curativo.

— Não tem hospital aqui.

— Um posto de saúde serve, só para passar algum remédio.

— Não tem posto de saúde.

— O corte parece grande, deve estar doendo, não?

Felipe olhou para a câmera e sibilou de propósito.

— Realmente, dói bastante.

Serena teve uma ideia e pediu que Felipe levantasse o braço.

Ele não entendeu o motivo, mas obedeceu.

Pela câmera, não era possível ver o ferimento com clareza, mas dava para notar que era fundo e ainda sangrava. Ela pensou um pouco, aproximou-se da tela e soprou.

— Pronto, não dói mais.

Felipe soltou um riso desdenhoso.

— O que você soprou, ar bento?

— Foi de coração!

— Soprar não adianta, preciso de um analgésico.

— Eu tenho aqui, mas não tem como te entregar.

— Marido? — Serena disse com um sorriso bajulador.

Felipe ficou sem palavras por um instante.

— Desliga, seu marido está muito ocupado agora.

Serena desligou, satisfeita, e então viu o Dr. Barbosa balançando a cabeça enquanto a observava.

— Agora eu entendo como algumas pessoas não têm limites para alcançar seus objetivos.

— Isso não é nada — desdenhou Serena. — Uma vez, quase arranjei uma madrinha para fechar um negócio.

Depois de desligar, Felipe sorriu em silêncio e pegou a barra de ferro que havia deixado no chão. Ele se encostou na parede, ouvindo os passos se aproximarem. Seu rosto ficou cada vez mais sério. Então, respirou fundo, empunhou a barra e saltou de trás da esquina, desferindo um golpe violento na direção da pessoa que se aproximava.

Ouviu-se um grito de dor, e o homem caiu no chão, agarrando a cabeça.

Meia hora depois, a polícia chegou, e Renan também.

— Diretor Costa, o senhor está bem?

Felipe balançou a cabeça negativamente. Ele estava a caminho de assinar um contrato quando foi interceptado primeiro por um caminhão e depois perseguido por alguns marginais até ali.

— Parece que alguém não quer que a gente assine este contrato hoje.

— A outra parte quer adiar.

— Ou assinam o contrato hoje ou a empresa deles vai à falência. Dê a eles a escolha.

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