— Mas o quê?
— Ela é uma alcoólatra.
— ...
Serena já estava um pouco bêbada. Sabendo perfeitamente onde estava, ela terminou a bebida em sua mão, pagou a conta e saiu. Mas, assim que saiu, esbarrou em um homem que cheirava a álcool. Ela lhe lançou um olhar de reprovação e continuou seu caminho.
— Opa, mas que gata! — O homem, que estava com uma expressão furiosa, mudou para um sorriso lascivo ao ver o rosto de Serena e foi atrás dela.
Serena apressou o passo, e o homem também.
— Gata, que tal eu te pagar uma bebida?
— Me dá essa moral, gracinha, não vai embora não!
Serena andava cada vez mais rápido, e o homem começou a correr, bloqueando seu caminho.
Ele coçou o nariz, com um olhar ganancioso.
— Uma mulher bebendo sozinha à noite. Ou terminou com o namorado ou está desesperada por um homem. — Ele se aproximou mais um passo. — Seja o que for, o papai aqui pode te satisfazer.
O cheiro de álcool e podridão do homem fez Serena cobrir o nariz.
— Some daqui!
— Ei, ela é esquentadinha! O papai aqui gosta mais ainda.
— Aconselho você a não me provocar! — Serena disse, cerrando os dentes.
— Que tal assim: você me dá um beijo, e eu te deixo ir. Que tal?
Serena havia bebido demais. Seu corpo estava mole e sua cabeça girava. Ela não queria confusão, só queria voltar para o hotel o mais rápido possível. Tentou contornar o homem para continuar seu caminho, mas ele a segurou.
— Me solta!
— Benzinho, fica comigo hoje à noite!
— Se você me tocar de novo, não vou ser legal!
— Pode me bater, gata. Tira a roupa e pode me bater o quanto quiser!
Olhando para a aparência nojenta do homem, Serena finalmente não conseguiu conter a raiva.
— Tudo bem, foi você quem pediu!
Dizendo isso, Serena entrou em um beco ao lado. Aproveitando que o homem não estava olhando, ela pegou uma garrafa vazia.
O homem, pensando que ela havia cedido, a seguiu, todo feliz.
Do outro lado, Felipe viu Serena sair e, a princípio, não deu importância. Mas, quando viu Enrique indo atrás dela, franziu a testa.
Ele não hesitou e foi atrás deles.
— Vou levá-la de volta para o hotel.
— Não, espera aí, não entendi. Você sabe quem ela é?
Felipe segurou a cintura de Serena para impedi-la de escorregar mais.
— Ela é minha noiva.
Elvis arregalou os olhos.
— Que... que piada é essa?
— Eu pareço alguém que gosta de fazer piadas?
Elvis balançou a cabeça rapidamente e depois se deu conta.
— Então ela... ela é a mulher que seu pai arranjou para você se casar?
— Sim.
Serena ainda tinha um pingo de lucidez. Percebendo que aquele homem a estava levando para um hotel, seus alarmes internos dispararam. Ela lutou em vão e, por fim, ergueu a cabeça para olhá-lo, prestes a dizer que se ele ousasse tocá-la, ela o faria pagar um preço terrível.
Mas, ao levantar a cabeça, viu um rosto severo, porém de uma beleza estonteante, como um rei saído de um mangá...
— Gato, quanto custa uma noite com você?

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