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Feliz Aniversário, Meu Amor de Mentira romance Capítulo 37

Serena comia uma maçã enquanto assistia à televisão, e Ângela arrumava o quarto de hóspedes para ela.

Quando terminou, Ângela sentou-se ao lado de Serena e, com um ar de conselheira, começou a falar.

— É normal casais terem desentendimentos. Vocês deveriam sentar e conversar, em vez de você sair de casa e piorar a situação.

Serena olhou para Ângela de soslaio. Era óbvio que havia um tom de satisfação em suas palavras.

— Foram eles que me expulsaram, não fui eu que saí de casa!

— A tia estava apenas nervosa. E o que você fez ontem à noite foi um pouco...

— Você é minha melhor amiga e não vai ficar do meu lado?

— É claro que estou do seu lado.

Serena bufou.

— Se o Xavier não explicar aquela história da calcinha, eu nunca vou perdoá-lo!

— Talvez... talvez tenha sido um mal-entendido.

— Que mal-entendido faria alguém enfiar uma calcinha no bolso de outra pessoa? É óbvio que ele tem uma vagabunda por aí! E essa vagabunda ainda foi para a ilha, sabendo que íamos comemorar nosso aniversário de casamento, para se deitar com ele e depois enfiar aquela calcinha nojenta no bolso do Xavier!

Com a descrição precisa de Serena, Ângela ficou visivelmente sem graça.

— Bem...

— Vadia sem-vergonha! Raposa assanhada! Lixo! Eu a amaldiçoo a engravidar e o filho dela nascer sem cu!

*Cof, cof.* Ângela, sendo amaldiçoada na própria cara, não conseguiu se conter e tossiu algumas vezes.

— Enfim, se ele não se explicar, eu não o perdoarei!

Ângela franziu os lábios.

— Quer que eu ligue para ele?

— Não precisa. Quando ele chegar em casa e não me encontrar, vai ficar desesperado e me procurar. Quero que ele fique desesperado.

— Ou talvez ele esteja com raiva e não te procure.

— Mesmo que ele tenha outra mulher, ele não a ama. É só por novidade, uma aventura. Ele só me ama, e é perdidamente apaixonado por mim. Disso, eu tenho certeza.

Cada palavra de Serena era como uma faca no coração de Ângela. E o pior é que era verdade, e ela não podia refutar. A raiva se acumulava dentro dela.

Ela se considerava mais estudiosa, mais trabalhadora e se esforçava mais em tudo do que Serena. Então, por que Serena era melhor em tudo? Não era justo!

Se não era justo, então ela ia roubar. Roubar de Serena o que ela merecia.

Serena dormiu um pouco. Quando acordou, a dor de cabeça havia diminuído, e já era noite.

Ela foi ao escritório e viu Ângela trabalhando em um projeto no computador. Estava tão concentrada que nem percebeu que o dia havia escurecido e a luz ainda estava apagada.

Serena acendeu a luz com um clique. Só então Ângela desviou os olhos da tela e olhou para ela.

— Como está indo a revisão? — perguntou Serena.

Ângela massageou os olhos cansados.

— Praticamente tenho que redesenhar tudo.

— Não precisa de tanto.

— Talvez seja porque nossos estilos de design são diferentes. Mas, olhando para o seu projeto, eu acho tudo tão...

— Tão o quê?

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