Dito isso, Felipe desligou o telefone, cerrando os dentes.
Do outro lado, Vagner, depois de confirmar que a chamada havia sido encerrada, finalmente sorriu aliviado.
Seu filho, que não demonstrava emoção há uma eternidade, estava com raiva?
Tinha que ser a nora que ele escolheu. Ela realmente tinha seus talentos.
Não, ele não só daria a empresa para a nora, mas também seus bens pessoais!
Ao fazer o check-out, Serena descobriu que o quarto em que ficara era a suíte presidencial. Quando foi pagar, a recepcionista informou que o quarto era de uso exclusivo do Diretor Costa e que não havia cobrança.
— Quem é o Diretor Costa de vocês?
— Este é um resort do Grupo Glória, a senhora não sabia?
Serena franziu os lábios. Ela realmente não sabia.
— O Diretor Costa é o Sr. Felipe.
Felipe? O herdeiro do Grupo Glória?
A pessoa que ela tanto queria conhecer, mas nunca teve a oportunidade?
Serena, por um lado, queria voltar no tempo e dar um tapa em sua versão bêbada da noite anterior. Por outro, correu de volta para o quarto e, antes que a equipe de limpeza chegasse, pegou a camisa que havia jogado no lixo.
Olhando para a camisa, ela pensou que agora tinha uma desculpa para encontrar o herdeiro.
Claro, se ele quisesse vê-la.
Já era tarde quando ela voltou para a casa da Família Marques. Serena ainda estava com dor de cabeça e só queria deitar e dormir. Mas, assim que entrou, uma mala foi jogada a seus pés.
Ela ergueu a cabeça, franzindo a testa, e viu Wilma sentada de frente para a porta, de braços cruzados, com uma expressão furiosa.
Dona Nádia estava ao lado dela, lançando-lhe um olhar frio, como a governanta de uma matriarca antiga.
— Você ainda tem a cara de pau de voltar!
Serena massageou a testa. Naquele momento, ela não tinha energia para brigar com Wilma. Pegou a mala e se preparou para subir.
Dona Nádia a bloqueou, pegou a mala de sua mão e a jogou novamente na porta.
— Hum, se quer voltar para esta casa, tudo bem. Mas você precisa pedir desculpas sinceras a toda a nossa família!
Além da casa da Família Marques, ela tinha outro lugar para ficar, onde poderia jogar jogos mais interessantes e assistir a espetáculos mais fascinantes.
Mas, mesmo que fosse embora, não deixaria Wilma sair por cima.
Ao chegar à porta, ela arrancou da parede a caligrafia de um artista famoso que Wilma havia comprado em um leilão e a pisoteou com seus saltos altos.
— Minha caligrafia! — Wilma gritou, desolada. — Sua... sua selvagem!
Ao som dos gritos de Wilma, Serena saiu com a mala, de bom humor.
Ela entrou no carro e dirigiu por um caminho familiar até um apartamento no centro da cidade. Subiu e bateu na porta.
Logo, alguém abriu.
— Ué, Serena? O que você está fazendo aqui de repente? E... e com uma mala?
Quem abriu a porta foi Ângela.
Serena primeiro forçou algumas lágrimas e depois abraçou Ângela, desamparada.
— Ângela, eles me expulsaram de casa! De agora em diante, só posso morar com você!

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