Entrar Via

Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas romance Capítulo 137

Gabriel

Mais uma vez, eu me perdi nos lábios de Lexa. Kairos uivava em minha mente, repetindo "Minha" sem parar. Nunca imaginei que beijá-la assim seria tão viciante. Se eu pudesse compará-la a algo, seria à sétima maravilha do mundo... ou talvez à primeira.

— Meu bem. — Murmurei contra seus lábios.

Ela se afastou um pouco, fitando-me com aqueles olhos azuis oceânicos que sempre me hipnotizavam.

— Precisamos voltar. Estamos na beira da estrada, já é tarde, e somos alvos fáceis aqui.

Baixou a cabeça, envergonhada. Minha Deusa, como eu amava esse jeitinho dela. Lexa queria crescer, ser adulta, mas não percebia que essa sua essência inocente me encantava mais do que qualquer outra coisa. A cada dia, eu me apaixonava um pouco mais.

— Me desculpe, acho que me empolguei. — Ela sorriu sem graça, e esse gesto fez Kairos rosnar em desejo.

Sem aviso, deitei-a no chão, colando suas costas contra a terra fria enquanto me posicionava sobre ela. Apoiei os braços de cada lado de seu rosto e beijei a pontinha de seu nariz, vendo-a corar outra vez.

— Descobri que tenho duas cores favoritas.

Ela franziu o cenho, confusa, e eu sorri.

— A primeira é o azul dos seus olhos.

Um suspiro escapou de seus lábios antes que eu pousasse um beijo casto sobre eles.

— E a segunda... — Pausei, deslizando meu nariz por seu pescoço e descendo lentamente até seu decote. Minha mão percorreu a lateral de seu corpo, fazendo-a se contorcer sob mim, arfando em resposta.

— A… segunda? — Ela murmurou, a voz baixa e rouca, os olhos fechados.

Pairei sobre seu rosto e esperei até que ela abrisse os olhos novamente. Assim que nossos olhares se encontraram, um rubor intenso tomou conta de suas bochechas. Sorri maliciosamente.

— O tom avermelhado que pinta seu rosto quando está envergonhada.

Sem aviso, tomei sua boca na minha. Lexa entrelaçou os dedos em meus cabelos, me puxando para mais perto e intensificando o beijo. Quando nos separamos, ofegantes, ela me encarou com uma intensidade que fez meu mundo parar.

— Quero ser sua.

As palavras mal haviam deixado seus lábios, e eu já estava de pé num pulo.

Droga.

Ela se sentou, confusa. Eu vi seus pensamentos rodando e percebi que ela estava interpretando tudo errado. Antes que pudesse recuar, segurei sua mão e a puxei contra mim. Envolvi sua cintura e aproximei meus lábios de seu ouvido.

— Você já é minha. — Sussurrei, depositando um beijo ali, fazendo-a rir baixinho.

— Você entendeu o que eu quis dizer. — Ela arqueou a sobrancelha, provocante.

Minha Deusa… Ela precisava parar com isso. Se continuasse, Kairos tomaria o controle e iria possui-la ali mesmo, no meio da estrada.

— Entendi, amor, mas não hoje… e não aqui.

Puxei-a para mais perto, e ela envolveu os braços ao redor do meu pescoço.

— Quero cortejá-la… jantares, cinema, piqueniques ao luar… — Enquanto falava, deslizei meu nariz suavemente por seu rosto e pescoço.

— O que… o que isso significa? — Sua voz saiu entrecortada, ofegante.

— Significa que quero namorar com você, depois noivar… e então, me casar.

Os olhos dela brilharam para mim. Lexa foi criada no mundo humano, era esse o tipo de romance que conhecia, e eu não lhe daria nada menos do que isso.

— Mas isso não é coisa de lobos.

Ri das suas palavras, dei de ombros e, com um sorriso travesso, retruquei:

— Bem… eu sou Lycan.

Ela franziu o cenho, mas um sorrisinho surgiu em seus lábios.

— Então você precisa pedir direito… — E lá estava, o rubor que eu tanto amava tingindo seu rosto.

Afastei-me apenas o suficiente para segurar suas mãos com uma das minhas, enquanto a outra repousava em seu rosto.

— Lexa, você me daria a honra de ser seu namorado?

Antes mesmo de terminar de falar, ela se lançou em meus braços, envolvendo meu pescoço e gritando:

— SIM!

Uma gargalhada escapou de mim diante de seu entusiasmo. Girei-a no ar, sentindo meu peito se encher de felicidade. Ficamos ali por mais alguns instantes, curtindo o momento, até decidirmos voltar para casa.

Assim que chegamos ao hall, Lexa me olhou, e eu soube exatamente o que queria perguntar. Mas, em vez de dizer algo, ela guardou para si e seguimos juntos até a escada, subindo lado a lado.

Quando paramos diante da porta do quarto dela, Lexa balançava o peso de um pé para o outro, as mãos para trás. Uma menina no corpo de uma mulher.

— Então… — murmurou, incerta.

— Então… — repeti, aproximando-me até que seu corpo ficasse pressionado contra a porta.

Minha mão deslizou para sua cintura, mantendo-a ali.

— Namorados dormem juntos?

A pergunta me atingiu em cheio. Seu rosto estava a poucos centímetros do meu, os olhos brilhando em expectativa.

Sem responder, levei a mão até a maçaneta, girando-a devagar. Empurrei a porta, guiando-a para dentro sem desviar o olhar. Assim que entramos, fechei-a com o pé e, em seguida, tranquei com a chave.

Não faria dela minha — não da maneira convencional —, mas o que estávamos prestes a experimentar não poderia ser interrompido.

— Vou entender isso como um sim.

No instante em que as palavras deixaram seus lábios, capturei sua boca na minha. Nosso primeiro beijo já tinha sido maravilhoso, mas este… era como se cada beijo fosse ainda melhor que o anterior.

Lexa agarrou minha camisa, puxando-me para si. Em resposta, ergui-a nos braços sem aviso, arrancando um gritinho surpreso dela.

Rimos juntos, sem separar nossas bocas. Deitei-a suavemente na cama e me posicionei sobre ela, apoiando-me nos cotovelos. Com os polegares, deslizei levemente pelo seu rosto, admirando cada detalhe.

— Namorados podem fazer o que quiserem, amor. Mas faremos tudo no seu tempo e apenas o que te deixar confortável.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas