Logan
Liam conseguiu contato com Apolo, que não ficou nada feliz com nossa ligação. Mas eu não me importava. Isabella era minha companheira, e se ela não me rejeitasse, nada que ele ou Angel fizesse mudaria isso.
— Preciso entender exatamente o motivo de sua audácia! — Apolo rosnou através da ligação, que estava no viva-voz do carro.
— Já te disse, senti uma dor e sabia que era dela. Somos companheiros, sentimos um ao outro, mas isso não é algo que você sabe como é! — respondi, carregando sarcasmo na voz. Meu pai sempre achou Apolo fraco por nunca ter tido uma Luna, já que esperava por sua destinada. Não gostava de mexer nessa ferida, mas ele realmente estava me irritando.
— Ela ainda não te aceitou — a voz dele veio carregado de desprezo.
— Não, mas vai! — retruquei no mesmo tom.
— Por favor, Alfas, esse não é o momento. Estamos falando da minha filha, que pode estar machucada ou até em perigo neste momento — Angel interveio, tentando apaziguar. Lembrei dela de quando era pequeno: sempre doce e carinhosa.
— Angel tem razão, Apolo. Você disse que ela pegou o carro e foi para a casa da amiga. Estou chegando ao centro das alcateias agora. Posso mudar o percurso para sua Alcateia e ver se a encontro.
Ele concordou e disse que faria o mesmo. Combinamos de nos comunicar caso haja novidades. Desliguei a ligação e acelerei meu Bugatti. Precisava encontrá-la.
— Bem... parece que você e seu futuro sogro terão uma linda relação — Liam brincou, mas seu tom foi recebido com um rosnado meu.
— Desculpe, só estava tentando melhorar o clima.
Eu ia responder, mas Orion disse em minha mente: Companheira!
Parei o carro bruscamente, os pneus guinchando na estrada vazia.
— Qual o problema? — Liam perguntou, descendo do carro.
Levantei a mão, pedindo silêncio, e deixei Orion guiar meus instintos. Dei alguns passos, sentindo o vento gelado no rosto, quando vi marcas de pneus na estrada. Corri em direção a elas, inspirando profundamente. Um cheiro sutil — o cheiro dela — veio da direção oposta, entre as árvores.
E então, vi: um Porsche vermelho, parcialmente escondido pela vegetação. Meu coração quase parou.
— Liga para Apolo! Diga nossa localização. Avise que estamos indo para o Hospital Central! — gritei para Liam, enquanto corria.
Ao me aproximar do carro, a cena me partiu ao meio. Isabella estava inconsciente, o rosto cortado por estilhaços de vidro, sangue escorrendo pela cabeça e braços. Meu peito se abriu de uma forma que nunca tinha sentido antes.
—Bella? — sussurrei, minha voz embargada de desespero. Com as mãos trêmulas, tentei soltar o cinto de segurança, mas ele estava preso. Forcei até quebrá-lo, o estalo seco ecoando na minha mente.
Peguei-a nos braços com todo cuidado. Mesmo ferida, ela ainda era a mulher mais linda que já vi. Meu corpo inteiro tremia. O que estava acontecendo comigo? Nunca senti tanto medo assim na vida. Liam abriu a porta do carro, e eu a deitei no banco do passageiro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas