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Filha da Lua: Entre Lobos e Alfas romance Capítulo 82

Logan

A verdade que descobri destruiria qualquer um. Sempre soube do monstro que meu pai era, mas saber que chegou ao ponto de violentar a própria irmã – e pior, que eu era fruto desse ato – dilacerava minha alma. Nem mesmo a dor de saber que meu avô mentiu para nós todos esses anos, tratando Apolo com amor enquanto me olhava com indiferença, se comparava ao peso de conhecer minha origem.

Fugi para pensar. Para não cometer uma atitude da qual me arrependeria. Eu precisava de Ajax – a única pessoa no mundo que sempre esteve ao meu lado. O chamei, mas Isabella chegou primeiro. Fomos emboscados. De novo. E eu fui ferido.

Acabei com o maldito que nos atacou, e mesmo debilitado, carreguei Isabella. Ela desmaiou depois da pancada que levou. O gosto metálico do sangue inundava minha boca, e eu sentia a prata se espalhando pelo meu corpo, queimando cada célula. Mas nada importava. Eu só precisava chegar à casa de Apolo.

Ravena e meu tio nos receberam. Isabella foi tirada de cima de Orion, e, aliviado, percebi que ela estava bem. Orion e eu, no entanto, não.

Me aproximei de Ajax. Precisava senti-lo. Agora, mais do que nunca, precisávamos um do outro.

— Te amo, meu garoto. Sempre estarei aqui — ele disse.

Essas foram as últimas palavras que ouvi antes da escuridão me engolir.

Nunca fiquei tanto tempo preso nela. Eu sentia as pessoas ao meu redor, ouvia suas vozes ao longe, mas não havia luz. E a ausência dela me incomodava.

Sentia meu tio – sua dor, sua culpa, seu medo de que eu não voltasse. “Você não tem culpa, tio”, tentei dizer através da nossa conexão, mas ele parecia não me ouvir.

Sentia minha pestinha. Sua dor era a minha. Suas emoções me consumiam, me sufocavam. Queria sair desse vazio, agarrá-la, dizer que também a amo e que não sei viver sem ela. Queria que soubesse que ainda estava aqui, que podia ouvi-la, que eu ainda podia senti-la.

Mas hoje... hoje seus sentimentos eram diferentes. Havia algo se aproximando. E ela temia isso mais do que tudo.

— Precisamos voltar, Logan — a voz de Orion soou firme, urgente.

Então, ouvi vozes. Elas estavam mais próximas, como se alguém falasse diretamente ao meu ouvido.

Minha mãe... e Megan.

Megan? O que diabos ela fazia ali?

— Do que tem medo, Bella? De que Logan perceba que você não passa de uma menininha mimada e escolha uma mulher de verdade?

A m*****a ousou falar com Isabella daquele jeito. Um rosnado escapou de mim e de Orion ao mesmo tempo.

Senti Isabella hesitar. Ela ainda temia que eu a trocasse por Megan.

— Eu te amo — chamei através da nossa conexão.

Queria que ela me ouvisse. Que soubesse que nunca haveria outra. Que seria sempre ela.

As vozes se tornaram mais firmes. Mais próximas. E, a cada palavra de Isabella, eu me apaixonava mais por ela. Minha guerreira. Minha Deusa.

Mas então, veio a gota d’água.

— Eu deveria ter deixado Hadria ir até o carro e terminado o serviço.

O ódio explodiu dentro de mim.

A escuridão se dissipou.

Voltei para a luz.

Orion estava furioso. Ele queria matar Megan. E, pela primeira vez, eu queria deixá-lo fazer isso.

As coisas aconteceram rápido. Muito rápido. Em poucos minutos, aquele problema deixou de existir.

Fui recebido calorosamente por todos, até mesmo por Ravena. Mas então, vi minha mãe. Quer dizer, Lúcia. E as lembranças voltaram como um soco no estômago.

Não era hora de lidar com isso. Isabella precisava de mim. Minhas dores teriam que esperar.

Quando ficamos sozinhos, ela desabou. E eu queria desabar junto.

— Eu te amo tanto. Não sei viver sem você, Logan! Eu não quero nunca ter que viver sem você.

Fechei os olhos, absorvendo suas palavras.

— Também não quero nunca viver sem você, amor — sussurrei, acariciando seu rosto. Como senti falta desses olhos...

Ela me puxou para um beijo intenso, apaixonado. Quando nos afastamos, manteve os braços ao redor do meu pescoço e sussurrou:

— Tenho que deixar você ir tomar um banho enquanto desço para pegar algo para você comer.

Desci os lábios até seu pescoço, mordendo de leve o local onde, em breve, fincaria minhas presas. Seu gemido ecoou, provocante.

— Achei que você havia me convidado para tomarmos banho juntos — minha voz saiu baixa, carregada de desejo.

Seu cheiro mudou instantaneamente.

— É tentador, Alfa... mas agora não podemos. — Sua voz saiu hesitante, como se dizer aquilo fosse um sacrifício.

— Só um pouquinho, amor...

Capturei seus lábios outra vez, minhas mãos deslizando por suas curvas até repousarem firmes em sua bunda.

Eu já estava pronto para ela. Por mim, não haveria mais esperas. Faria dela minha, de uma vez, hoje e agora! Mas ela foi se afastando vagarosamente. Seus olhos azuis refletiam o mesmo desejo que os meus. Nossos cheiros se misturavam, não havia como negar—ela me queria na mesma intensidade que eu a queria.

— Não agora, meu Alfa. — Suas palavras foram um banho de água fria.

— Você passou uma semana em coma, acordou já em meio a um turbilhão. — Ela encostou a testa na minha.

— Prometo que vou te recompensar. — Sua voz saiu baixa e sedutora.

Se a intenção dela era me acalmar, conseguiu exatamente o oposto. Colocou ainda mais lenha nessa fogueira. Levei minha boca até a dela, e Isabella abriu os lábios instintivamente, permitindo que minha língua explorasse a sua. O beijo era intenso, provocativo, arrancando gemidos profundos de sua garganta.

Minhas mãos ainda estavam firmes em sua bunda quando a ergui no ar. Ela enlaçou suas pernas ao redor da minha cintura, e eu a encostei contra a parede, fazendo um dos seus quadros cair no processo. O vestido que usava me deixava em êxtase. Assim que deslizei meu membro contra sua entrada, senti, através do tecido fino da calcinha, o quanto ela estava molhada.

— Droga, amor... Assim você me mata. — Murmurei contra seus lábios, e a pestinha riu.

Me esfregava nela, sentindo-a ofegar, seu coração batendo no mesmo ritmo frenético que o meu. O simples contato estava me levando ao limite. Eu ia gozar só de senti-la assim, se esfregando contra mim. Separei nossas bocas e deslizei beijos por seu pescoço, descendo lentamente até seu colo.

— Me diz, amor... Qual é mesmo a minha recompensa? — Minha voz saiu rouca, carregada de desejo.

Ela se pressionou ainda mais contra mim, me arrancando um gemido.

— Hoje não, meu Alfa. — Sua resposta veio com outra provocação.

Então, sem aviso, ela soltou as pernas da minha cintura e desceu do meu colo. A puxei de volta, mas ela riu, divertida.

— Isso é maldade, amor.

— Minha mãe avisou que está subindo com uma bandeja. — Isabella inclinou a cabeça de lado, estreitando os olhos com um sorriso malicioso.

— Você tem trinta segundos para entrar naquele banheiro. — Seu olhar desceu para onde meu membro pressionava quase que dolorosamente contra o tecido da calça. Depois, voltou a me encarar com pura diversão.

— Ou minha mãe vai saber exatamente o que estava rolando aqui, Alfa.

Olhei para ela, incrédulo, mas então senti a presença de Angel se aproximando. Deusa e Apolo estava com ela. Isabella me olhou em desespero.

— Bem-feito, sua pestinha. — Corri para o banheiro.

Ela veio atrás, mas tranquei a porta antes que conseguisse entrar.

— Alfa Logan, abra essa porta!

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