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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 868

Wesley recusou sem pensar duas vezes:

— Não! É muito perigoso! É um bando de leões!

— Oito leões.

— Não! Não faça loucuras!

Wesley segurou o braço dela com força, com medo de que, se desviasse o olhar por um segundo, ela fizesse algo impensável.

Ele estava verdadeiramente arrependido.

Nunca deveria ter vindo a esse zoológico!

Assim, nada disso teria acontecido!

— Me solta.

— Alita!

— Não estou brincando. Eu sinto o cheiro deles.

— Deles?

— Lobos, hienas, leopardos, ursos... Estão todos nos observando. Somos a presa deles.

A respiração de Wesley acelerou.

— Você tinha razão. Este zoológico está falido, então deixaram os animais passarem fome por muito tempo. Se não me engano, foi de propósito.

Wesley logo percebeu a gravidade da situação:

— Como assim de propósito? Se pessoas morrerem, eles não vão conseguir continuar funcionando...

Ele parou de falar abruptamente.

Tudo fez sentido.

Wesley compreendeu o ponto crucial em um instante.

Ele olhou para as pessoas no trenzinho, vindas de vários países.

Quem podia pagar por uma viagem daquelas não tinha problemas financeiros.

Por isso, o seguro de cem dólares oferecido na entrada não era nada para eles. Quase todos haviam comprado.

Ele e Alita também haviam comprado.

Se algo acontecesse lá dentro, a seguradora pagaria uma fortuna.

O zoológico também seria uma vítima e poderia exigir uma indenização.

E não seria pouco dinheiro.

Quanto mais pensava, mais seu coração gelava.

O grande Doutor Camargo, que sofria e se preocupava com o tumor em seu cérebro, jamais imaginara que poderia não morrer na mesa de cirurgia, mas sim nas mandíbulas de feras em um lugar isolado.

— Adriana me disse para sempre esperar o pior das pessoas. Elas são monstros disfarçados de humanos.

Alita havia amadurecido muito. Já não era a garota ingênua e inexperiente de antes.

— Se não formos agora, será tarde demais. Nós vamos descer para consertar o trem e sairemos daqui o mais rápido possível.

Se alguém estava disposto a arriscar a vida por eles, é claro que concordariam.

Todos abriram caminho.

Mas Alita não se moveu. Ela fixou o olhar em um dos homens.

— Ei, você, venha cá.

O homem chamado ficou confuso.

— Eu?

— Sim, você. Desça com a gente.

— Não, não, não! Eu não vou! Nem morto! Tenho que proteger minha esposa e meus filhos!

O homem estava ali com a família de quatro pessoas para comemorar o aniversário do filho mais novo. Jamais imaginou que a viagem seria tão aterrorizante.

— Se quer proteger sua esposa e seus filhos, desça comigo. Caso contrário, se continuarmos aqui, todos vão morrer.

O homem respondeu sem pensar:

— Mas não é você que vai descer?

Alita deu um sorriso frio.

— Sim, eu vou descer. Mas por que eu deveria arriscar minha vida por vocês? Vocês merecem? E se eu descer e vocês não abrirem a porta para mim, eu devo morrer?

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