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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 890

Ezequiel Assis estava quase enlouquecendo de raiva.

Sua mente parecia ter sido atingida por uma bomba, estilhaçando qualquer resquício de razão e planejamento. Ele só queria agarrar a mulher à sua frente e tomá-la para si!

— Adriana, por que você fez isso?

— Não tenho nada a declarar.

— Você tem noção do que está fazendo?!

— É claro que tenho.

— Fique longe dele!

Adriana deu um sorriso repentino.

— E se eu recusar?

O fio da razão se rompeu.

O rosto bonito se aproximou, e ele beijou os lábios dela de forma quase brutal.

Esmagando, devorando.

Carregado de uma raiva reprimida e um traço imperceptível de medo.

Ele estava com medo.

Ele tinha visto a cena deles no carro.

Adler Campos estava tão perto dela, tão perto que poderia abraçá-la a qualquer momento.

Um ciúme ardente queimava em seu peito.

Ele tinha muito medo de perdê-la.

Ele forçou a abertura dos lábios cerrados dela e invadiu sem hesitação.

— Hum!

Foi muito feroz.

Ele a beijou com tanta ferocidade, como se quisesse descarregar toda a saudade acumulada naqueles dias.

Adriana quase ficou sem ar. Tentou empurrá-lo, mas teve os braços agarrados.

— Hum! Ah!

A dor instantânea a fez derramar lágrimas.

Ezequiel caiu em si, empurrou-a imediatamente e a soltou.

Adriana segurou o braço, com o rosto pálido, enquanto as lágrimas escorriam uma a uma pelo canto dos olhos.

Ela se agachou lentamente, como se a dor fosse insuportável.

O curativo, antes bem feito, começou a sangrar lentamente.

Os pontos haviam se rompido.

Ezequiel olhou atônito para o braço dela, sem saber o que fazer, com o rosto tomado por tensão e arrependimento.

— Adriana, me desculpe, eu...

Ele estendeu a mão para tocá-la.

— Saia!

A mão estendida parou no ar.

A cor sumiu de seu rosto gradativamente.

— Não fique com ele.

— Adriana, eu te imploro.

Ele usou a palavra "implorar".

O homem poderoso e altivo abaixou a cabeça, implorando humildemente pela piedade da mulher que amava.

Adriana olhou para ele, olhou por um longo tempo.

O tempo pareceu se esticar, como um julgamento, onde a lâmina suspensa sobre a cabeça dele tardava a cair.

Por fim, ela ergueu o braço e o estendeu.

— Dói.

Ele ofegou como se um peso enorme tivesse sido tirado de seus ombros. O canto de seus olhos se encheu de lágrimas, ficando avermelhado.

— Me desculpe, eu te machuquei. Não vai acontecer de novo.

Ele parecia ter recebido uma bênção, e a emoção avassaladora em seus olhos era evidente.

— Vamos ao hospital.

— Não podemos ir, seremos descobertos. Eu chamei um médico particular.

Ela sabia que, no fim das contas, seu coração havia amolecido.

Ao vê-lo tão apavorado, ao ver as lágrimas que ele mesmo não havia notado, ela cedeu.

Aquele homem não era também o seu ponto fraco?

Entre eles, não havia ninguém em posição superior.

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