Ezequiel Assis estava quase enlouquecendo de raiva.
Sua mente parecia ter sido atingida por uma bomba, estilhaçando qualquer resquício de razão e planejamento. Ele só queria agarrar a mulher à sua frente e tomá-la para si!
— Adriana, por que você fez isso?
— Não tenho nada a declarar.
— Você tem noção do que está fazendo?!
— É claro que tenho.
— Fique longe dele!
Adriana deu um sorriso repentino.
— E se eu recusar?
O fio da razão se rompeu.
O rosto bonito se aproximou, e ele beijou os lábios dela de forma quase brutal.
Esmagando, devorando.
Carregado de uma raiva reprimida e um traço imperceptível de medo.
Ele estava com medo.
Ele tinha visto a cena deles no carro.
Adler Campos estava tão perto dela, tão perto que poderia abraçá-la a qualquer momento.
Um ciúme ardente queimava em seu peito.
Ele tinha muito medo de perdê-la.
Ele forçou a abertura dos lábios cerrados dela e invadiu sem hesitação.
— Hum!
Foi muito feroz.
Ele a beijou com tanta ferocidade, como se quisesse descarregar toda a saudade acumulada naqueles dias.
Adriana quase ficou sem ar. Tentou empurrá-lo, mas teve os braços agarrados.
— Hum! Ah!
A dor instantânea a fez derramar lágrimas.
Ezequiel caiu em si, empurrou-a imediatamente e a soltou.
Adriana segurou o braço, com o rosto pálido, enquanto as lágrimas escorriam uma a uma pelo canto dos olhos.
Ela se agachou lentamente, como se a dor fosse insuportável.
O curativo, antes bem feito, começou a sangrar lentamente.
Os pontos haviam se rompido.
Ezequiel olhou atônito para o braço dela, sem saber o que fazer, com o rosto tomado por tensão e arrependimento.
— Adriana, me desculpe, eu...
Ele estendeu a mão para tocá-la.
— Saia!
A mão estendida parou no ar.
A cor sumiu de seu rosto gradativamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...