Exatamente como Adriana havia imaginado.
Rosana estava grávida.
Uma possibilidade que ele nunca havia considerado. Pelos cálculos do tempo, o filho com certeza era dele.
Naquela época, eles estavam no meio do divórcio. Ele havia se embebedado e, ao acordar, estava na cama, abraçado a Rosana.
Depois daquela noite, a relação deles melhorou por um tempo. Mas, no fim, acabaram se separando de qualquer forma.
Jamais imaginou que aquela única vez deixaria consequências. Agora, estava diante de um dilema.
Aquele laudo médico que havia feito não era apenas para enganar o pai; seu corpo realmente tinha um problema oculto, embora não ao ponto de torná-lo estéril.
Essa criança... de fato exercia um grande apelo sobre Adler. Adriana havia acertado em cheio. A mente dos homens era fácil demais de decifrar.
O coração outrora inabalável de Adler começou a vacilar.
Rosana parecia saber que ainda havia um fio de esperança e reuniu coragem para dizer:
— O médico disse que, pela minha constituição física, não posso fazer um aborto. Se eu perder este bebê, é muito provável que nunca mais possa ter filhos. Adler, eu não quero perder essa criança.
Não era possível ler nenhuma emoção no rosto de Adler.
— Quando você descobriu?
— Minha menstruação sempre foi irregular, então nem pensei nisso. Mas depois desmaiei em uma festa e meus amigos me levaram ao hospital. Foi aí que descobri. Quase perdi o bebê. Eu não quero que meu filho nasça sem pai, por isso vim te procurar.
Rosana estava sendo sincera sobre querer reatar o casamento. Ela até tomou a iniciativa de dizer:
— Posso sacrificar tudo e me dedicar inteiramente à nossa casa. Não quero aquele dinheiro, só quero você. Vamos ficar juntos de novo, por favor?
Adler não respondeu diretamente, apenas disse:
— Cuide bem da gravidez.
Não foi uma resposta direta, mas também não foi uma recusa. O coração de Rosana se acalmou um pouco; aquilo significava que ela ainda tinha uma chance.
Logo, Adriana percebeu que as mensagens de Adler haviam diminuído. Não que ele tivesse parado de mandar, mas a frequência havia caído.
Mas o celular de Alita Pires só dava na caixa postal. Ela franziu a testa e decidiu ligar para Wesley Camargo. E então descobriu que o celular de Wesley também estava incomunicável!
De repente, começou a ficar preocupada. Como não podia sair dali naquele momento, mandou alguém ir até lá imediatamente.
Naquele momento, na Cidade B. Quando Alita Pires acordou, viu-se amarrada a uma cadeira, cercada pelas paredes em ruínas de um galpão de fábrica abandonado. Sua cabeça latejava de dor.
— Alita.
Ela ergueu a cabeça e viu outra pessoa amarrada à sua frente: Wesley Camargo. Ambos estavam firmemente amarrados.
— O que é isso...
Wesley deu um sorriso amargo:
— Me desculpe, Alita. Acabei te envolvendo nisso.
— Fomos sequestrados?
— Sim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...