Rosana ficou em silêncio.
Adriana continuou a tentá-la, passo a passo.
— Que tal o seguinte: posso fazer um teste com você. Ao ver o resultado, você saberá exatamente o que os homens pensam.
Depois de desligar, a razão de Rosana dizia-lhe que não devia confiar naquela mulher, mas sim em Adler Campos.
Mas a atitude evasiva de Adler esta noite acabou por deixá-la desconfiada.
Ela decidiu arriscar.
...
Ezequiel Assis olhou para Adriana, erguendo uma sobrancelha.
— Você entrou em contato com a Rosana?
— Sim. Ela e o Adler se conheceram na faculdade, namoraram por anos e foram casados por três. Ela deve ser a pessoa que melhor conhece o Adler. Talvez ela saiba de alguma coisa.
Ezequiel concordou com isso, mas perguntou:
— Ela trairia o Adler?
— Agora? Com certeza não. Senão, por que ela manteria a criança e iria querer casar de novo? Para uma celebridade, isso é quase como jogar a vida inteira fora.
— E então?
— Então ela precisa de um pequeno estímulo externo. Na verdade, eu não odeio a Rosana, então espero que ela possa fazer a escolha certa.
— Você realmente acha que o Adler saberia sobre o que aconteceu no passado?
— Não, eu apenas não quero perder nenhuma possibilidade.
Ezequiel suspirou suavemente.
— Tenho medo de que você se exponha.
— Eu sairei ilesa.
Ela levantou-se e foi até a estante, preparando-se para pegar o arquivo pessoal de Rosana.
Ele levantou-se e caminhou sem pressa até ela. A sua figura alta carregava uma presença opressora, encurralando-a entre a estante e ele mesmo.
O rosto dele aproximou-se, com intenções óbvias.
Exatamente no momento em que os lábios dele estavam prestes a tocar os dela, Adriana escorregou pelo espaço entre os braços dele como um peixe escorregadio e sentou-se agilmente na cadeira giratória de couro atrás da mesa.
Ela balançou a cadeira, pegou o copo de uísque que Ezequiel tinha acabado de pousar na mesa e deu um pequeno gole bem em cima da marca residual dos lábios dele, lançando-lhe depois um sorriso inocente e astuto.
— Como você pode me controlar agora? — ela balançou o líquido âmbar no copo. — Além disso, você ainda precisa de mim para estabilizar a Família Campos.
Ezequiel manteve a postura de ter sido empurrado por ela, com as mãos ainda apoiadas na estante. Ao vê-la usar o seu copo com tanta naturalidade, sem a menor irritação por ter tido o momento interrompido, mas sim com um sorriso ainda mais profundo, o seu coração preocupado acalmou-se.
Ele endireitou-se sem pressa e ajustou os punhos da camisa, que não precisavam de ajustes.
— Adriana, nós nunca estivemos separados.
Ele caminhou passo a passo em direção à mesa, como um caçador paciente a aproximar-se da sua presa.
Adriana não demonstrou nenhum pânico. Ela pousou o copo, levantou-se, contornou a mesa e tomou a iniciativa de ir até ele.
A uma distância em que estavam quase a tocar-se novamente, ela parou e levantou a mão para ajeitar a gravata dele, que já estava perfeitamente alinhada. Os seus movimentos eram tão íntimos quanto os da amante mais atenciosa.
— É melhor você controlar as suas próprias reações, Senhor Assis. — ela apertou levemente a gravata com as pontas dos dedos, forçando-o a olhar para baixo para ela. Os seus lábios vermelhos quase tocaram o pomo de adão dele, a voz suave e sedutora. — Por exemplo, agora, isso pode nos lembrar... de saber quando parar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...