Pela expressão de Rosana, Adriana já tinha obtido a resposta.
— Não sei do que você está falando.
Rosana recuperou rapidamente a compostura e negou categoricamente.
— Você sabe.
— Eu não sei!
Adriana abriu o livro novamente.
— Já que você não quer falar, então pode voltar.
— Adriana! Você pode pedir outra coisa.
— Você só tem isso para me atrair. Ou melhor, é a única coisa que eu quero saber.
— Você odeia muito o Adler?
— Não, não odeio, mas tenho os meus motivos.
Rosana virou-se e foi embora.
Adriana também não a impediu.
Ela parecia certa de que Rosana voltaria a procurá-la, mais cedo ou mais tarde.
Rosana ter saído agora era apenas porque ainda restavam sentimentos por Adler Campos no seu coração.
A determinação verbal de uma mulher falha sempre no último passo.
Além disso, quanto mais Rosana reagia daquela forma, mais certa ela ficava de que ela definitivamente sabia de alguma coisa.
...
Como Adriana tinha adivinhado, tendo partilhado a cama com Adler Campos durante três anos, Rosana não era uma garotinha ingênua que não sabia de nada.
Ela hesitou e vacilou.
Ela realmente o tinha amado.
Depois que a raiva se dissipou, aquele pingo de relutância que restava impediu-a.
Ela queria dar uma última chance a Adler.
Especialmente quando viu que ele deu prioridade a ir buscá-la quando teve alta do hospital, o seu coração amoleceu um pouco.
Adler conduziu pessoalmente para levá-la de volta a casa.
No caminho, ela não conseguiu deixar de perguntar:
— A Adriana também teve alta hoje. Você não vai buscá-la?
Depois de perguntar, o seu tom carregava um toque de ciúme.
Como Adler não perceberia?
Ele disse gentilmente:
— Os seus sentimentos são mais importantes.
Mas a gentileza nas suas palavras não chegava aos seus olhos.
— Rosana, você sabe o quanto eu sacrifiquei pela minha carreira. Estou em fase de ascensão, e você me pede para recuar?
O olhar de Adler era assustador.
O coração de Rosana deu um salto, e o seu couro cabeludo formigou.
Ele reprimiu a raiva à força.
— Rosana, você não pode ser um pouco mais compreensiva? Cuide bem da gravidez, dê à luz em paz, e eu cuidarei de tudo.
Rosana baixou a cabeça, decepcionada, sem dizer nada.
Ela queria tê-lo puxado para fora dali.
Ao afastar-se deste círculo, ele poderia manter-se a salvo.
Por causa da criança, ela tinha amolecido o coração.
Mas ele simplesmente não apreciava isso.
Adler ligou o carro novamente e levou-a para casa.
E consolou-a pacientemente com mais algumas palavras.
— Me ligue se precisar de algo. Seja boazinha, está bem?
Rosana encolheu-se no sofá, sem falar.
— Eu ainda tenho coisas a fazer, vou indo. Lembre-se de tomar a sopa nutritiva na hora certa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...