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Flores Que Florescem Na Lama romance Capítulo 946

Sim, perfis pessoais.

Cada página exibia uma pessoa, começando com uma foto de corpo inteiro, seguida de dados minuciosos, incluindo altura, medidas e até resultados de exames médicos.

Ao ver aquilo, Adriana percebeu que algo estava errado e olhou para a Senhora Paiva.

Esta, com uma expressão de quem já estava acostumada, perguntou:

— O que foi? Você não achou que elas gastariam tanto dinheiro só para tomar um banho, achou?

Adriana ficou sem palavras.

Era exatamente o que ela estava pensando.

— O sigilo aqui é excelente, não se preocupe com vazamentos. Mas se não estiver interessada, pode pedir apenas uma massagem simples, relaxe.

Adriana continuou em silêncio.

— Você ainda é muito jovem. Acha que todas elas se casaram por amor? Sacrificar o casamento pelos negócios da família é a coisa mais normal do mundo. Depois de casadas, cada uma busca o seu próprio prazer, desde que não passem dos limites.

— Se não gostar, não precisa de intimidade, mas não tente dar uma de puritana, você me entende — acrescentou a Senhora Paiva, após pensar um pouco.

Claro que ela entendia.

Ao frequentar um círculo, se você não se enturmar, se tornará o inimigo público e será excluída, especialmente se tiver os segredos dos outros nas mãos, mas não lhes der nenhum segredo seu.

— Escolha qualquer um, não pense muito nisso, trate-o apenas como um atendente.

Adriana murmurou em concordância. Pretendia escolher qualquer um só para disfarçar, mas seu olhar parou de repente.

— Eu escolho este... o Nº 18.

As banheiras eram individuais, uma em cada sala privativa, garantindo total discrição.

Adriana não trocou de roupa; continuou com a sua e esperou em uma das salas.

Logo, a porta se abriu.

— Olá, cliente, o Nº 18 está ao seu dispor.

Percival entrou com um sorriso profissional falso no rosto.

Surpreendeu-se ao ver que a pessoa sentada lá dentro era muito jovem.

Não apenas jovem, mas também extremamente bonita.

Tão bonita que, por um momento, não sabia quem estava servindo quem.

Mas Percival logo se recompôs e ofereceu seus serviços com um sorriso:

— Cliente, de qual serviço você precisa?

Algumas clientes pareciam normais, mas seus métodos eram tudo menos isso.

Ele só rezava para que aquela cliente fosse gentil.

— Desculpe.

— Já se acalmou?

— Quem é você? O que quer comigo?

— O jovem mestre da Família Couto reduzido a isso. Como as coisas mudam.

— Você sabe quem eu sou. O que você quer?

— Nada, só quero te fazer uma pergunta.

— Eu posso me recusar a responder.

— Claro que pode. Como você sobreviveu naquela época?

A Família Couto caiu, a Família Campos ascendeu. Zander Campos tomou o lugar de Heitor Couto e exterminou a Família Couto.

Nos registros, Edgar Couto já estava morto, vítima de um acidente de carro.

Se ela não tivesse passado aquele tempo todo examinando os documentos da Família Campos todos os dias, reconhecendo a semelhança daquele rosto com o de Heitor Couto, nunca saberia que o Nº 18 era o jovem mestre da Família Couto.

Em suma, a posição e o status atuais de Adler eram os que pertenciam a Edgar Couto.

E agora ele dizia estar reduzido a um acompanhante masculino.

Bem, devia ser um acompanhante masculino, certo?

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