— Estou voltando agora.
— Não faça besteira!
— Você prometeu antes.
— Agora houve um imprevisto...
— Adriana.
Adriana suspirou impotente e suavizou a voz.
— Seja bonzinho. Nós dois sabemos que esse casamento é apenas uma farsa hipócrita, não é real.
Houve silêncio do outro lado.
Ela teve que continuar falando:
— Adler não pode ser poupado. Ele é perfeito demais, não deixou o menor rastro, com certeza ainda tem uma carta na manga. Você sabe que não podemos ter imprevistos.
Ezequiel, é claro, sabia.
Ele apenas não conseguia aceitar.
A raiva ecoava em seu peito, atingindo sua razão repetidas vezes.
A pessoa que ele amava ia se casar com outro homem, passar por toda a cerimônia. Como ele poderia não se importar?
O ressentimento em relação à Família Campos tornou-se ainda mais profundo.
Preocupada que ele fizesse uma birra, Adriana engrossou a voz.
— Ezequiel, diga alguma coisa.
Depois de um tempo, a voz abafada dele soou:
— Ele não pode tocar em você.
Adriana riu de repente.
— O que você está pensando?
— Prometa.
— Certo, eu prometo.
— Voltarei o mais rápido possível.
— ...Não precisa ser tão rápido.
Ela tinha muito medo de que ele ficasse perturbado ao vê-la se casar com Adler com os próprios olhos.
Se alertassem Adler, todo o esforço seria em vão.
Ezequiel disse, rangendo os dentes, palavra por palavra:
— Eu. Vou. Pessoalmente.
Ela suspirou e massageou as têmporas.
— Ezequiel, por que dificultar tanto as coisas para si mesmo? Você vai sofrer.
— Eu quero.
— Não diga coisas infantis. Não venha, tenho medo de que ele te descubra.
Depois de muita conversa, ela finalmente conseguiu acalmar a maior parte da fúria do Senhor Assis.
Após desligar o telefone, sentiu-se exausta. Sentou-se ali, pensando cuidadosamente no próximo passo.
O plano original precisava ser alterado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...