Armanda não demonstrou a menor compaixão e só parou quando ele estava por um fio de vida.
— Ele não tem mais salvação, está vivo apenas por aparelhos. Você o quer?
Alita lançou um olhar de nojo:
— Para que eu iria querer essa coisa?
Matá-lo não traria Wesley de volta.
— Então vou mandar desligarem o oxigênio dele. É um desperdício de dinheiro.
— Espere, me dê o celular.
— O que você vai fazer?
Ela pegou o aparelho, deu play no vídeo e o colocou dentro do caixão.
— Deixe que ele ouça.
Armanda ficou sem palavras.
— Quando desligarem o oxigênio, faça uma transmissão ao vivo. Deixe que ele veja também.
— ...Você é uma doente.
— O sentimento é mútuo.
Armanda deu uma risada repentina, mas não recusou o pedido, ordenando que seus homens fizessem a transmissão ao vivo.
O vídeo só foi desligado quando Badi deu seu último suspiro, morrendo de pura dor.
O coração de Alita permanecia calmo, sem qualquer traço de alívio ou excitação.
Armanda achou que havia algo errado com ela:
— Ei, você o amava de verdade?
— Quem?
— O Wesley.
— Sim, eu amei.
— E o Helder?
— Também amei.
— ...Você é incrível. E quem você ama agora?
— Não sei. Talvez ninguém.
— É melhor assim, livre e solta.
— E você? O que pretende fazer da vida?
Armanda acendeu um cigarro e respondeu com a voz abafada:
— Viver um dia de cada vez.
— Venha comigo. Eu tenho dinheiro, muito dinheiro. Posso te sustentar sem problemas.
Alita falou com extrema seriedade.
Armanda caiu na gargalhada, rindo tanto que o corpo todo tremia, como se tivesse ouvido a melhor piada do mundo:
— Me sustentar? Se você fosse homem, eu até pensaria no caso. Mas o que eu vou fazer com uma mulher?
— Se vier comigo, não precisará agradar a mais ninguém.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...