Com a promessa de Adriana, Helton Duarte trabalhou com ainda mais afinco.
Parecia que os céus estavam a favor deles, pois as provas realmente foram encontradas.
Adler Campos havia feito um trabalho impecável, mas seu erro foi justamente a perfeição excessiva, que acabou deixando rastros de incongruência.
Ao ter as provas em mãos, Adriana sentiu uma imensa tranquilidade.
E o casamento deles seria no dia seguinte.
Aquelas evidências chegaram no momento perfeito.
O celular dela tocou; era Adler pedindo para vê-la.
Para não levantar suspeitas, ela aceitou o convite de bom grado, vestiu uma roupa elegante e dirigiu até o restaurante.
Ao chegar, percebeu que o restaurante inteiro havia sido reservado.
Apenas Adler estava lá, sentado e bebericando champanhe.
Ela entrou segurando a bolsa.
— Esperou muito?
Adler pousou a taça, levantou-se e fez questão de puxar a cadeira para ela.
— Não esperei muito.
Ela se sentou.
Adler sorriu com ternura.
— O casamento é amanhã.
— Sim, é verdade.
— Você está ansiosa?
— Eu mesma planejei este casamento. O que você acha?
Adler deu um leve sorriso.
— Não, eu me refiro à nossa vida daqui para a frente. Você está ansiosa por ela?
— Claro. Por que a pergunta?
Adler a observou fixamente por um momento e, no fim, não disse nada, apenas sorriu.
— Deve estar com fome. Vamos comer primeiro.
Logo, os pratos deliciosos foram servidos.
Os dois conversavam e riam, parecendo os amantes mais íntimos do mundo.
No meio da refeição, Adriana foi ao banheiro.
No caminho, mal se via um garçom.
Ela continuou andando com uma expressão serena.
Ao retornar, perguntou com falsa casualidade.
— Você reservou o restaurante todo?
— Sim, queria passar um tempo a sós com você.
Adriana falou com tom compreensivo.
— Você está preocupado com algo.
Adler não negou, fixando o olhar nela.
— Você percebeu?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Flores Que Florescem Na Lama
Gostaria de ler mais não consigo porque tenho que pagar...