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Fugi com o bebê do herdeiro falso romance Capítulo 77

Vitor prendeu a respiração, fechou os olhos, foi para o resultado e abriu de novo na mesma hora.

— 99,99%.

Não havia qualquer margem para dúvidas!

Ele foi imediatamente procurar o chefe.

Ao ver o resultado, os dedos de Gerson tremeram levemente.

O olhar continuava preso naquelas cifras.

O crepúsculo entrava pelas janelas até o chão, contornando o rosto dele e o deixando cortante como uma faca.

Por um segundo, seu sangue parecia subir à cabeça e logo cair espalhando por todo o corpo. Ele levantou rápido e, com a voz completamente rouca, disse: — Prepare o carro.

Na frente do prédio de Nívea.

A noite já caía, e a trupe deles chamaria muita atenção, então Gerson apenas deixou Vitor subir com ele.

Ao chegar na porta da casa dela.

Gerson tentava manter-se tranquilo, respirando fundo várias vezes antes de bater.

Ele se perguntou o que deveria dizer.

Perguntar como foram os últimos anos?

Perguntar se ela gostaria de voltar para a capital com ele?

Mostrar o teste de paternidade de uma vez?

Ou deveria não chamar muita atenção e fingir que só queria falar sobre o machucado da perna?

Todo o raciocínio do homem simplesmente excluiu a pessoa do Natanael da equação.

Na cabeça não tinha ninguém além de Nívea e a filha.

Porém Nívea tinha muita relutância com relação a ele.

Pensando e repensando, a longo prazo, Gerson queria primeiro aliviar a tensão na relação dos dois e, passo a passo, consertar os sentimentos, fazer as pazes como no passado, e então levar ela e a filha para a capital.

Afinal de contas, ainda ia ser preciso cuidar da própria família.

Do contrário, a Família Valente provavelmente interpretaria mal Nívea e a proibiria de entrar na casa.

O homem pensou com muita sensatez que o ideal era engolir os sentimentos agora, trazer só a conversa da perna e depois falar da criança.

O que não esperava—

A porta foi batida várias vezes e ninguém atendeu.

Vitor mandou uma mensagem para que os homens dele procurassem a administração e pedissem as imagens de segurança.

Um tempo depois, um dos caras respondeu.

— Chefe. — Vitor pensou e pensou: — A Srta. Lemos não parece estar em casa.

O telefone só estava desligado.

Ele lembrou de forma inevitável há quatro anos atrás, que depois do término não conseguia entrar em contato com ela de jeito nenhum.

E quando por fim conseguiu.

Ouviu a voz de um homem do outro lado da linha...

— Acha, eu quero a localização exata. — Só de pensar em Natanael, Gerson ficava inexpressivo, a voz fria e carregada de uma raiva submersa. — Ao encontrar, tragam Nívea e a criança para me ver. Se houver resistência, traga primeiro a criança, para que ela me procure.

— Tudo bem, chefe.

Gerson nem percebeu como entrou no carro; só o que lhe vinha à cabeça era a imagem de Nívea e Natanael indo embora com a criança.

Era a sua filha.

Sophia era a sua filha.

O término quatro anos atrás fez com que ela sentisse tanto nojo assim? A ponto de nem falar sobre algo como a própria gravidez?

Gerson sentiu uma agulhada por vez em seu peito, e o vento frio entrou pelas janelas. Seus olhos ficaram subitamente doloridos, embora não chorasse, mas seu coração estava estraçalhado.

...

Por outro lado, Regina também tinha começado a vasculhar Nívea.

Ao longo dos anos, ela mantinha um olho oculto na vida afetiva de Gerson. Com exceção daquela aluna quando trabalhava em Riviera, não tinha visto mais nenhuma outra; ele só estava atolado nos afazeres do Grupo.

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