Mauro perdeu o sorriso e só pôde se afastar para o lado.
Nesse momento.
No andar de cima.
Clara queria acordar a filha para discutir as coisas, mas Rubi estava dormindo pesado, e por mais que a chamasse, ela não acordava.
Clara estava ansiosa: — Levanta logo. Aquele Jonas esteve aqui em casa agora há pouco e disse que a Aimée pediu para ele abafar o meu caso. Eu estou muito apreensiva e nervosa. Por que ela faria isso?
— Eu nem sou boa para ela, não tem como ela me ajudar.
Rubi cobriu os ouvidos e respondeu de qualquer jeito: — Ela só não quer deixar o papai triste.
— Não, tem algo errado. Rubi, levanta rápido...
Batidas soaram na porta.
Clara franziu a testa e foi abrir, apenas para dar de cara com duas pessoas dizendo ser policiais.
Quando o policial perguntou se ela conhecia o fraudador Alaric, o coração de Clara falhou uma batida. Inacreditável. — O que você disse? Alaric é um fraudador?
Ela balançou a cabeça. — Não, impossível. Ele é da nobreza real, tem muito dinheiro. Como ele poderia ser um fraudador?
Se ele era um fraudador, e o dinheiro que ela havia investido?
Não me diga que...
Pensando nisso, as pernas de Clara fraquejaram, e ela quase caiu no chão.
O policial a segurou por bondade. — Vamos. Qualquer coisa que tenha a dizer, esclareça na delegacia.
Mauro parecia ter entendido também. Ele tentou fazer mais perguntas, mas não conseguiu impedir a polícia de levar Clara.
Mauro teve que voltar para o quarto da filha e puxou as cobertas dela de uma vez. — Levanta, levanta agora mesmo.
— Sua mãe foi levada pela polícia e você ainda tem cabeça para dormir?
Ao ouvir isso, Rubi finalmente abriu os olhos.
Ela achou que tinha escutado errado. — Pai, de que brincadeira você está falando?
— Eu te pergunto, qual é a história desse Alaric? A sua mãe não me disse que ele era da nobreza real? O projeto dele não era lucro garantido?
Famoso de raiva, ele pegou um banco próximo para jogar em Rubi. Chorando, ela se ajoelhou nos pés dele. — Pai, pai, eu sei que errei. Me perdoa.
A confusão foi tão grande que alarmou a idosa.
A Dona Adelaide voltou do passeio no condomínio e ouviu o enorme alvoroço em casa.
As vizinhas no andar de baixo também estavam com as orelhas em pé, ouvindo as fofocas.
O barulho era tanto que parecia que a casa ia ser demolida.
Ela subiu as escadas rapidamente. — Ai meu Deus, o que vocês estão aprontando?
A idosa achou que o filho estava apenas dando uma lição na filha e tentou acalmar a situação: — O que a Rubi fez de errado? Converse direito com ela. Por que você está quebrando a casa toda?
— Não dá mais para viver assim?
A idosa ficou com o coração partido.
Muitas coisas de valor em casa foram quebradas.
— Mãe, realmente não dá mais para viver assim! — Mauro largou o banquinho da penteadeira, chutou Rubi para longe e saiu pisando duro, enfurecido.

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