— Ir embora? O que você quer dizer, para onde pretende ir?
A voz do homem soou atrás delas.
Lana ficou um pouco sem graça.
Ser pega no flagra falando mal de alguém?
Lana deu um sorriso sem jeito. — Eu já vou indo.
Aimée se virou e o viu dar alguns passos para frente, franzindo levemente a testa. — Para onde você vai?
— Talvez eu seja transferida para outro hospital no segundo semestre para fazer uma especialização.
A tensão desapareceu do rosto de Jonas e um leve sorriso surgiu em seus lábios. — Ah, agora entendo.
Por algum motivo, ele sentiu alívio no peito.
Ao ver que o machucado na testa dela ainda não havia curado, Jonas estendeu a mão, deslizando os dedos suavemente pela testa dela. A pena parecia transbordar de seus olhos afetuosos. — Tem passado a pomada direito? Usou aquela que comprei para você?
Naquele dia, após ir embora, ele havia mandado Xavier entregar remédio para ela.
Xavier disse: "O Sr. Valente falou que é só um machucadinho, a Srta. Melanie não deve ter feito por mal."
Aimée apertou o frasco de remédio com mais força. Então ele sabia como o machucado na testa dela havia acontecido.
Ele mandou o remédio por medo de ela guardar rancor de Melanie ou por falta de cuidado com ela?
Ela sorriu. — Então, por favor, avise a ele que eu sou uma médica qualificada e profissional.
A essa altura, por que ele estava encenando aquele papel de preocupado?
Aimée afastou a mão dele, evitando seu toque.
Jonas ficou surpreso.
Naquele instante, ele sentiu que ela estava um pouco impaciente.
Mas quando quis investigar mais, Aimée já havia escondido qualquer emoção e perguntou sorrindo: — O que faz aqui?
— Vim buscar minha namorada no trabalho, é claro.
Ele franziu as sobrancelhas levemente. — Não imaginei encontrar alguém tentando se aproximar da minha namorada para me separar dela.
— A Lana não fez por mal, ela só estava falando da boca para fora. — Aimée temeu que ele realmente guardasse rancor.
Ele a puxou para frente por alguns passos. — E o que você acha? Um advogado tão excelente, de qual escritório, qual é o nome dele, não quer dar uma olhada?
Aimée ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo direto no canto da boca!
Aimée segurou o braço dele com intimidade. Quando algum paciente passava e perguntava sorrindo: — Dra. Aimée, é seu namorado?
Ela sorria de forma radiante, cheia de vida e desinibida. — Sim, meu namorado.
Jonas ouvia isso e ficava de ótimo humor, tirando o braço para abraçá-la forte. — Então, o namorado vai te levar para comer e depois te acompanhar nas compras, que tal?
— Mas eu ainda tenho uma hora de trabalho.
— Não faz mal, eu fico com você no trabalho.
E dizendo isso, ele realmente foi até o consultório dela para acompanhá-la.
Jonas sentou-se em um banco ao lado, recostado na parede.
Ele não atrapalhava o trabalho dela, apenas olhava e esperava em silêncio.
A cada paciente que a procurava, ela os tratava com muita delicadeza, dando conselhos pacientemente.
O sol se punha, a luz entrava pela janela atrás dela, parecendo envolvê-la em uma auréola. Jonas ergueu os cantos da boca; não imaginava que ela fosse tão encantadora enquanto trabalhava.
Seu olhar era ardente, caindo de seus lábios rosados até o peito.
O celular vibrou algumas vezes de repente.

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