Aimée soltou um sorriso frio nos lábios. — Está bem, aceito jogar esse jogo com você.
Jonas levantou a taça. Ele bebeu uma inteira, serviu de novo e então disse: — Quem não conseguir responder a pergunta bebe, e não pode ter nenhuma mentira.
Ele queria saber o que ela realmente pensava!
Se fosse para morrer, que morresse sabendo de tudo.
Aimée assentiu. — Tá.
— Comece você.
— O Sr. Valente e a Srta. Hoffman acabarão se casando, certo? — As poucas palavras de Aimée jogaram a realidade na mesa. Era como se ela o ironizasse que, se não podiam mudar o fim, de que adiantava tudo o que ele fazia agora.
O coração de Jonas se encheu de frustração.
Ele não conseguiu responder e só teve que responder bebendo.
A bebida forte desceu como fogo pela garganta, queimando até o estômago vazio dele.
Jonas já tinha bebido muito na noite passada e quase não comeu nada hoje. Bebendo aquelas doses com o estômago vazio, a dor no peito ficou cada vez mais real.
Ele encheu o copo de novo, olhou para ela e a viu agindo com indiferença. Os olhos dele ficaram vermelhos na mesma hora e ele cerrou os dentes antes de perguntar: — Desde o começo, você quis ficar comigo só para me usar, certo?
Aimée foi bem franca, assentindo sem hesitar. — Sim, ser namorada de Jonas Valente me ajudava em muita coisa. Mas você também não me usou para afastar a Júlia e as outras mulheres que vinham atrás de você?
Ela deu um sorriso leve. — Estamos quites um com o outro. Toda a nossa relação nunca passou de um mal-entendido e uma troca de conveniências.
— Erro e transação?
A voz dele ficou rouca, como se tivesse sido raspada por uma lixa.
Jonas deu um sorriso amargo. Que ótimo erro e transação.
O coração dele puxava muito. Mesmo não sendo a vez dele de beber, ele ainda levantou a taça e bebeu de um gole só, querendo que aquela ardência forte o anestesiasse.
Aimée o viu tomando copo após copo. — Vai continuar jogando?
— Claro, é a sua vez.
Aimée: — No dia em que fomos à casa do Professor Jiang, você sabia que a Sienna e o irmão dela me largaram no Morro do Mirante?
Ela só queria saber disso.
Apesar de já ter a resposta.
Mas ela ainda queria ouvir ele confessar com a própria boca.
Era como se ela fizesse de tudo para matar a última gota de nostalgia no coração dela.
Aimée não tinha sangue frio. Quando uma pessoa te entregava as melhores coisas do mundo, ela também se sentia tocada.
Aimée soltou uma risada irônica. — Se você realmente quer dar dinheiro a alguém, você pergunta se a pessoa precisa de dinheiro?
Se ela já estiver quase morrendo de fome, ela escolheria quem transfere direto para ela ou a pessoa para quem ela precisa pedir antes de ganhar o dinheiro?
A garganta de Jonas parecia estar bloqueada, com o peito subindo e descendo com força.
— Está bem, eu errei nisso. Desculpe.
Uma surpresa rápida passou pelos olhos de Aimée.
Ela não esperava que ele fosse pedir desculpas.
Mas um pedido de desculpas não resolveria nada.
— Nem todas as desculpas funcionam. O que passou, passou!
Ele assentiu e pegou novamente a taça na mesa, secando-a.
Agora era a vez dele de fazer uma pergunta, mas naquele momento seus pensamentos estavam todos bagunçados e ele nem conseguia encontrar qualquer prova de que ela o amava.
Muito tempo depois, ele se lembrou de algo. — Por que você entrou na frente daquela faca por mim daquela vez?
Ela correu até ele sem se importar com mais nada...
Ninguém nunca o protegeu daquele jeito, arriscando a própria vida por ele.

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