Ele sabia que ela tinha medo de se envolver com ele de qualquer forma!
Com medo de que, se aceitasse a casa dele e as vantagens dele, ele teria uma desculpa para se aproximar.
Por isso, Aimée fechou todos os caminhos entre eles.
O coração de Jonas apertou, o deixando sem fôlego, e seus olhos ficaram levemente vermelhos.
Foi a primeira vez que ele percebeu o quanto era rejeitado.
Seu dinheiro, sua casa, seus recursos, tudo o que o deixava orgulhoso pareceu perder o brilho no instante em que a outra pessoa não precisou de nada daquilo.
— A sua mão está bem?
Aimée mudou de assunto, olhando para o antebraço que ele erguera até o peito.
Jonas respondeu: — Dói! Acho que está quebrado.
Ele franziu a testa. — Parece que nem consigo mexer.
Aimée: ...
Ela não deveria ter perguntado.
Como ela poderia esquecer que Jonas odeia dor mais do que tudo e sempre faz de vítima quando se machuca?
Toda vez que se machucava ou sentia dor de estômago, ele a abraçava e não a soltava. Aimée precisava ter a paciência de consolar uma criança para conseguir acalmá-lo.
No entanto...
Sob a luz fraca, ela viu que o braço dele estava realmente inchado e vermelho.
— Você tem remédios em casa? — Jonas perguntou, olhando para ela.
— Não, mas na farmácia tem!
Jonas: ...
Ele sabia muito bem que a farmácia tinha!
Além disso, como médica, Aimée costumava ter todos os tipos de remédios em casa. Era o costume dela.
Dizer que não tinha era só mentira.
Aimée não o deixou falar mais nada: — Tem uma farmácia na entrada do condomínio. Eu vou comprar para você, como... compensação pela agressão acidental?
Ela disse isso enquanto saía.
Jonas não teve escolha a não ser ir atrás.
Aimée entrou na farmácia, pegou os remédios para curativos e foi pagar.
Mas a menina no caixa olhava para a porta sem parar.
— Também não.
— Hã? Mas eu vi que ele não parava de olhar para você com tanto carinho. Pensei que vocês dois...
— Ah, ele olha assim para todo mundo.
— Então você poderia me passar o Whatsapp dele? — A menina ficou animada, olhando para Aimée com os olhos brilhando.
Aimée deu um sorriso constrangido. — Sinto muito, eu não tenho. Pode pedir para ele.
— Ok!
A menina era de atitude e correu direto para Jonas com o celular na mão.
Aimée tirou o papel de um sorvete e comeu devagar, planejando não ir lá ainda, para não atrapalhar o clima.
Quando a garota parou na frente de Jonas, ele ficou paralisado e a encarou sem entender.
— Oi! Posso adicionar o seu Whatsapp? — A menina corou levemente.
Ela realmente estava encantada pela aparência e atitude do homem.
Era como se o protagonista dos romances que ela lia tivesse saído do livro.
Jonas franziu a testa, inexpressivo: — Não. Minha namorada vai ficar brava.

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