No caminho de volta.
Dentro do carro, Vico Monteiro dirigia e dizia: — Pedi para investigarem. Depois que Aimée foi para a Nova Zelândia, a Dona Aurora Cavalcante a adotou como neta, e é por isso que ela é a representante da Zenith Capital.
— Falam em representante, mas eu acho que a Dona Aurora não estava tranquila com a administração por aqui e mandou ela para ficar de olho na Letícia Neves.
— Afinal, nesses últimos anos, a Letícia ganhou muita autonomia. Se continuasse assim, será que ela aceitaria entregar a Zenith Capital no futuro?
Nas mãos de Letícia, a empresa estava cada vez melhor.
Qualquer pessoa relutaria em entregar o filho que criou.
Era a natureza humana!
— Mas é estranho. Como Aimée conheceu a Dona Aurora? Se foi coincidência, foi uma coincidência muito grande. Nem novela tem coragem de fazer isso.
Vico riu e brincou, descontraído: — Imagina se um dia Aimée vira membro da Família Monteiro? Quem sabe ela não é uma neta perdida do meu pai? Que história incrível, parece roteiro de novela mesmo.
Vico falou o caminho inteiro, mas Jonas não respondia.
Ele decidiu apelar para algo mais pesado. — Ah, eu descobri quem era aquele cara que estava com Aimée na Nova Zelândia da última vez! O nome dele é Thiago Cavalcante! Parece que ele tem alguma relação com a Dona Aurora.
— Os dois têm o sobrenome Cavalcante, de repente são da mesma família.
— Será que o Thiago gostou da Aimée e por isso a Dona Aurora trata ela tão bem? E deu um cargo tão importante para ela? Quer prepará-la para o futuro?
Ao ouvir isso, Jonas finalmente reagiu.
Ele franziu a testa, o incômodo transparecendo em seu rosto, e lançou um olhar ressentido para Vico. — Se você não parar de falar bobagens, ninguém vai querer ouvir suas teorias sem fundamento.
— Só estou dividindo as informações que descobri. Para você conhecer bem o seu rival.
Jonas sentiu o peito apertar.
Abaixou metade do vidro, pegou o maço e decidiu fumar.
Mas o isqueiro não estava lá!
Ele paralisou, o rosto ficou mais pálido e o coração disparou sem motivo.
Jonas revistou todos os bolsos de sua roupa e procurou no banco do passageiro.
— O que está procurando?
Mas as ruas limpas não tinham sequer uma bituca de cigarro, muito menos um isqueiro.
Jonas ficou ansioso. Será que tinha caído em casa na noite anterior?
Ele ligou apressado para casa, e Dona Zélia atendeu. — Dona Zélia, a senhora viu um isqueiro?
— De metal, na cor preta, com uns detalhes em prata.
— Não vi, não — respondeu a governanta.
— Por favor, dê uma olhada no meu quarto.
— Certo, um momento.
Dona Zélia foi rápido até o quarto dele, mas não encontrou nada. — Não está aqui.
O coração de Jonas apertou. — Deixa para lá, eu volto para procurar.
Ele desligou e saiu apressado.
Jonas correu de volta para sua casa. Assim que entrou, foi direto para o quarto. Mas o lugar estava limpo e arrumado, claramente já havia sido limpo.

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