Num piscar de olhos, o dia do coquetel chegou.
Aimée foi no carro com Letícia.
Ela estava no banco do passageiro e olhava para o convite com letras douradas, que indicava o Sky Lounge do MK.
Não era exatamente o mesmo hotel em que Jonas pretendia comemorar o aniversário dela?
Jonas a havia levado lá duas vezes, e ela gostava muito da vista noturna do Sky Lounge.
Por isso, ele reservou aquele lugar para a festa.
Mas ela foi embora no dia 3.
Letícia levou o carro direto para o estacionamento térreo. Enquanto caminhavam pelo gramado, viram de longe algumas meninas fazendo poses para tirar fotos em frente a um carro esportivo rosa.
Letícia deu um estalo com a língua. — Não sei que homem com gosto horrível escolheu uma cor dessas. Não me admira que o pedido de namoro tenha falhado, é brega demais!
Aimée riu.
Ela sabia que aquele carro era o presente que Jonas iria lhe dar.
Só não esperava que ainda estivesse parado ali.
Letícia a observou. — Não me diga que foi o Jonas quem comprou para você?
Aimée apenas sorriu, sem falar nada.
— Foi mesmo! Você não faz ideia, isso foi parar no topo das buscas naquele dia. Era só eu abrir os vídeos que via notícias desse carro. A internet dizia que algum ricaço tinha preparado aquilo para se declarar.
— Depois, como o carro continuou parado sem ninguém buscar, começaram a espalhar que a mulher rejeitou a declaração.
Letícia estava curiosa. — Então o pedido de namoro falhou mesmo?
Letícia vivia trabalhando e dificilmente se importava com fofocas.
Mas quando se tratava de alguém próximo, ela tinha bastante interesse.
Aimée balançou a cabeça. — Não teve pedido nenhum, eu não fui.
— Você é muito boa nisso. Deixar tudo preparado e não aparecer. Tem tudo a ver com a linhagem da família Cavalcante, é mesmo a cara da avó.
As duas entraram no elevador conversando e rindo.
O coquetel já contava com a presença de muitas pessoas quando chegaram ao último andar.
Hoje, o andar inteiro havia sido reservado, e logo na porta do elevador havia um gerente dando as boas-vindas.
Cíntia olhou para a Aimée e seus olhares se encontraram.
Quando isso aconteceu, Cíntia apressou-se em levantar a sua taça com um leve sorriso, o suficiente para um cumprimento.
Aimée achou que a conhecia de algum lugar, e por não conseguir decifrar quem era, optou por sorrir de volta.
A garota ao lado de Cíntia a puxou. — Você tá louca de cumprimentar essa aí? Não tem medo que a Sienna fique sabendo?
Aquele grupo de mulheres andava, frequentemente, ao lado de Sienna Fontes.
Recentemente, ninguém sabia o que tinha acontecido com ela, pois parecia não se encontrar em lugar algum. Dessa forma, as festinhas do grupo até diminuíram.
Com os lábios contraídos, Cíntia deu um sorriso de gozação. — Vocês não sabem de nada, a Família Fontes está para falir.
— Quê?
Todos na roda ficaram espantados.
— Como isso é possível?
— Exatamente, é a Família Fontes, com centenas de milhões e uma rede imensa de lojas. Como pode falir assim do nada?

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