Ao ver isso, Gustavo Hoffman rapidamente soltou sua taça e se aproximou, dizendo em voz alta de propósito: — Este chão está muito escorregadio, eu também quase caí.
Gustavo interveio para amenizar a situação, ajudou Jonas a se levantar e o repreendeu em voz baixa: — Preste atenção no seu comportamento em um evento com tantas pessoas! Algumas coisas só devem ser feitas em particular.
Jonas estava um pouco impotente: — Eu realmente...
Escorreguei.
— Chega, não fale mais.
Jonas: ...
Gustavo olhou para Aimée: — Você deve ser a Srta. Cavalcante, né?
Aimée sorriu e assentiu.
— Sr. Hoffman! — A gerente Letícia se aproximou rapidamente, oferecendo uma taça de vinho com um sorriso. — Sou a Letícia Neves, da Zenith Capital, e a Srta. Cavalcante é a representante da nossa empresa.
— Oh? — Uma expressão de surpresa passou pelos olhos de Gustavo.
Ele pensava que essa médica era apenas uma pessoa comum sem nenhuma família influente.
Mas ela tinha ligações com uma empresa de investimentos misteriosa como a Zenith Capital?
Gustavo teve que reavaliar Aimée com outro olhar, e também deu uma olhada de repreensão sorridente para Jonas: — Por que você não me contou algo tão importante, Jonas?
Jonas realmente tinha motivos egoístas; ele temia que, se contasse a Gustavo antes do tempo, Gustavo impediria Aimée de vir até ali.
— Srta. Cavalcante, gerente Letícia, que tal procurarmos um lugar mais tranquilo para conversarmos a sós? Será que é conveniente para as duas?
Letícia olhou para Aimée. Vendo que ela não recusou, respondeu com um sorriso: — Claro.
— Por favor.
Gustavo fez um gesto de convite, guiando as duas para uma área de sofás mais silenciosa ao lado.
Quando Aimée passou por Jonas, o olhar dele a acompanhou, mas ele percebeu que o ator Enzo Ferreira também estava olhando para ela.
Jonas deu um passo à frente, parou diante de Enzo e bloqueou a visão dele.
Enzo tinha um sorriso nos lábios e encontrou o olhar de Jonas.
Jonas tinha um olhar frio e ressentido: — Me dê seu celular.
Priscila sentiu-se incrivelmente humilhada. As palavras que ela dissera minutos antes, sobre como ele não iria atrás da outra, bateram em seu rosto como um tapa forte.
Naquele momento, ficar ali fazia dela uma piada.
Priscila cerrou os dentes e virou-se para sair irritada.
Ela andou rápido. Mais do que sair com raiva, ela estava ansiosa para fugir daquele lugar constrangedor.
Mas quando chegou ao primeiro andar, viu o carro esportivo estacionado ao longe.
Havia funcionários do hotel conversando ao lado: — Aquela agorinha era a Srta. Cavalcante, não é?
— Deve ser. Você não viu que o Sr. Valente até se ajoelhou?
— Nunca imaginei que veríamos a pessoa real. Mas tenho que dizer, ela é realmente muito bonita. Da última vez, o Sr. Valente preparou uma festa de aniversário para ela aqui, esperou a noite toda e a protagonista nem apareceu. Se fosse eu, não conseguiria resistir. Tantos presentes, uma cena tão romântica, além de um carro esportivo e um homem tão bonitos, é difícil não se emocionar.
Os dois conversavam e riam, mas cada palavra perfurava o coração de Priscila como uma agulha.
Ela apertou os punhos e, de repente, gritou: — Calem a boca, calem a boca!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Herdeiro Arrependido