Se ele ousasse tocar em sua família, ela estaria disposta a lutar até o fim a qualquer momento.
Além disso, como Mauro tinha muito medo de morrer, aquele susto garantiria que ele não se mexesse da cadeira de rodas.
Letícia viu sua reação calma e suspirou de alívio: — Desde que você tenha noção, está bom.
— Você disse que não foi o Mauro quem fez isso. Então quem foi...
O rosto de Letícia ficou sério: — Foi o Victor Hoffman.
Aimée franziu a testa.
Ela se lembrou da vez em que emitiu o atestado médico de Davi Fontoura. Logo depois, alguém a procurou, dizendo que queriam falar com ela.
— Por qual motivo? — perguntou Aimée.
Acreditava não ter ofendido a família Hoffman.
— Victor mandou um recado por alguém. Disse que isso foi só uma lição. Pediu para você ficar longe do Jonas Valente, caso contrário, da próxima vez...
O olhar de Aimée ficou frio: — Como?
— Resumindo, a influência da família Hoffman não é fácil de lidar. Se você realmente não tem mais intenção com o Jonas, mantenha distância dele para evitar problemas. Estou há três anos em Pequim e ouvi muitas histórias absurdas sobre ele. Victor é um louco, faz qualquer coisa.
O pior é que o avô dele tem muitas conexões.
Não importava o que Victor fizesse, não era necessário o avô se envolver pessoalmente; muitos corriam para resolver as coisas para ele.
Aimée assentiu: — Entendi.
— Aimée!
Uma voz familiar soou não muito longe.
Aimée se virou e viu Jonas Valente caminhando apressado na direção delas.
Letícia comentou: — Fala-se do diabo e ele aparece.
Ela deu um tapinha no ombro de Aimée: — Vou entrar.
Aimée concordou. Só depois que Letícia entrou no quarto, ela se virou para olhar para Jonas.
Ele deu alguns passos e pareceu tenso.
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