— Ué, onde está o velho?
Ele foi até a porta e percebeu que não havia ninguém lá.
Aimée: — Quem você está procurando?
— O vovô. Ele veio comigo, e quando bati na porta, ele ainda estava atrás de mim. Será que ficou com vergonha e fugiu?
Aimée olhou para trás e encarou a mãe.
Será que o avô não tinha coragem de entrar por não saber como encarar a situação?
— Então vou descer para procurar. — Aimée disse, prestes a sair, mas Helena a impediu. — Melhor eu ir.
— Mas a sua cintura...
— Não tem problema.
Helena se aproximou, e Vico só então lembrou que não tinha cumprimentado. Ele rapidamente segurou as mãos de Helena com as duas mãos: — Oi, titia. Eu sou Vico Monteiro, o irmão de Aimée.
Ele estava muito entusiasmado e empolgado, segurando as mãos de Helena com tanta força que parecia que no segundo seguinte iria abraçá-la para reconhecer o parentesco.
Aimée logo soltou a mão dele: — Não vai machucar a cintura da minha mãe.
Helena ficou constrangida: — Esse garoto é um pouco...
Bobinho.
— Um pouco o quê? — Vico perguntou com um sorriso, curioso.
Helena forçou um sorriso: — Bonito!
Vico abriu na mesma hora um sorriso radiante, sentindo-se lisonjeado: — Não é? A titia tem muito bom gosto. Essa minha genética excelente com certeza puxou a vocês.
Aimée segurou o riso: — Tudo bem, mãe. Desce primeiro para dar uma olhada, se não achar não tem problema.
— Certo.
Helena então caminhou para fora, e Vico puxou Aimée até a mesa: — Dá uma olhada, o que você quer comer?
— Eu já comi.
— Ah, não quer comer mais um pouco? — Ele pareceu decepcionado.


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