Mas Helena era diferente.
Ela parecia ser apenas uma mulher de meia-idade comum.
Até tinha um sorriso educado e gentil no rosto.
Porém, Jonas estava tão nervoso que andava todo descoordernado, sem conseguir coordenar os movimentos dos braços e pernas.
Thiago, vendo que ele quase tropeçou no tapete por estar andando desajeitado, soltou um riso, não conseguindo se segurar, e começou a rir.
Aimée também nunca o tinha visto daquele jeito.
A mãe dela era tão gentil.
Como ele tinha ficado tão assustado?
Parecia um malandro de cabelo amarelo que roubou uma garota de família direita e foi conhecer os pais, tão assustado que a alma quase saía do corpo.
Helena lançou um olhar para Thiago e mandou ele parar de rir: — Aimée, entrem para o quarto. Tenho umas coisas para conversar com o Sr. Valente.
— Tá.
Aimée puxou Thiago, os dois entraram juntos no quarto e fecharam a porta.
Helena disse educadamente: — Sente-se, por favor.
Jonas sentou-se constrangido, mas os olhos não paravam de olhar para a porta do quarto de Aimée.
Sua atenção estava toda concentrada ali, e ele desejava ter visão de raio-x para, através da porta de madeira, ver o que acontecia lá dentro.
Helena viu que ele não parava de encarar a porta e sorriu: — O Sr. Valente tem alguma opinião sobre a porta da minha casa?
Jonas voltou a si, forçando um sorriso desajeitado: — Não. Mas, dona Helena, deixar a Aimée com um homem no quarto não é um pouco ruim?
— Na verdade, o que quero conversar com você também não envolve privacidade. Acho que a Aimée poderia sair e escutar um pouco...
— Você não veio me procurar, não é? — Helena o interrompeu.
Jonas ficou surpreso e não pôde mais esconder: — Desculpe.

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