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Herdeiro Arrependido romance Capítulo 270

Mas Helena era diferente.

Ela parecia ser apenas uma mulher de meia-idade comum.

Até tinha um sorriso educado e gentil no rosto.

Porém, Jonas estava tão nervoso que andava todo descoordernado, sem conseguir coordenar os movimentos dos braços e pernas.

Thiago, vendo que ele quase tropeçou no tapete por estar andando desajeitado, soltou um riso, não conseguindo se segurar, e começou a rir.

Aimée também nunca o tinha visto daquele jeito.

A mãe dela era tão gentil.

Como ele tinha ficado tão assustado?

Parecia um malandro de cabelo amarelo que roubou uma garota de família direita e foi conhecer os pais, tão assustado que a alma quase saía do corpo.

Helena lançou um olhar para Thiago e mandou ele parar de rir: — Aimée, entrem para o quarto. Tenho umas coisas para conversar com o Sr. Valente.

— Tá.

Aimée puxou Thiago, os dois entraram juntos no quarto e fecharam a porta.

Helena disse educadamente: — Sente-se, por favor.

Jonas sentou-se constrangido, mas os olhos não paravam de olhar para a porta do quarto de Aimée.

Sua atenção estava toda concentrada ali, e ele desejava ter visão de raio-x para, através da porta de madeira, ver o que acontecia lá dentro.

Helena viu que ele não parava de encarar a porta e sorriu: — O Sr. Valente tem alguma opinião sobre a porta da minha casa?

Jonas voltou a si, forçando um sorriso desajeitado: — Não. Mas, dona Helena, deixar a Aimée com um homem no quarto não é um pouco ruim?

— Na verdade, o que quero conversar com você também não envolve privacidade. Acho que a Aimée poderia sair e escutar um pouco...

— Você não veio me procurar, não é? — Helena o interrompeu.

Jonas ficou surpreso e não pôde mais esconder: — Desculpe.

— Você não acha que esse vaso não tem nada demais?

Jonas realmente achava isso, mas não quis falar na cara.

— Esta é a lembrança mais marcante que tenho da minha casa de quando eu era criança. Eu lembro que, quando eu era bem pequena, a minha casa tinha um vaso de flores como esse. O meu pai comprava um buquê para a minha mãe todos os dias.

— Mais tarde, fui para a Nova Zelândia com a minha mãe. Com o tempo, muitas coisas ficaram embaçadas, mas toda vez que eu via qualquer vaso, eu lembrava do meu pai.

Helena sorriu: — Por isso, eu dei o nome de "Pai" para esse vaso e coloquei o preço de cem mil reais.

— Na época, os professores e alunos da escola acharam que eu tinha ficado louca. Pelo meu desempenho e notas normais na escola, não fariam um trabalho tão comum e pediriam um absurdo de caro.

— Depois, ele ficou exposto no salão ano após ano. Ninguém se importava, e acabou jogado num canto.

— Até que um dia o pessoal do salão me ligou e disse que tinha alguém querendo comprar a minha obra, mas que ele queria me conhecer.

Helena, ao relembrar do passado, tinha lágrimas de felicidade brilhando nos olhos: — Aquele cara era o pai da Aimée. E ele, quem diria, me perguntou se podia escrever uma promissória para comprar o meu vaso.

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