— É muito engraçado. Deixa eu te falar... Hahaha...
Thiago: ...
— Que tal você falar primeiro e rir depois? — Thiago ficou sem palavras.
Aimée também riu. — Ele deve ter bebido demais mesmo.
Vico acenou com a mão, com um olhar vago. — Não bebi demais. Eu não estou bêbado!
Ele limpou a garganta, segurando o riso. — Jonas uma vez revirou todas as lixeiras perto da casa dele só para encontrar um isqueiro, imagina só! Até achou uma fralda suja lá dentro, e ele ficou branco de nojo na hora.
Vico chorava de tanto rir.
Thiago franziu a testa. — Um isqueiro? Esse isqueiro era tão importante assim?
— Esse isqueiro é...
— Tá bom. Não fale mais. — Aimée interrompeu a fala de Vico de forma embaraçada.
— Thiago, olha ele para mim. Não deixa ele beber mais. Eu vou dar uma volta lá embaixo. Acho que vi um amigo, vou lá cumprimentá-lo.
Aimée ainda queria ir dar uma olhada no primeiro andar.
O homem que ela tinha visto agora pouco estava muito próximo da mulher ao seu lado. Aquela intimidade já havia ultrapassado os limites de amigos normais.
Aimée queria confirmar se aquele homem era mesmo Enzo Ferreira.
Se fosse ele.
Então que relação ele tinha com a mulher ao seu lado?
Bia Loyola ainda esperava por ele iludida, achando que era por causa do trabalho que ele não podia declarar seus sentimentos.
Mas se ele estivesse com outra mulher, Bia Loyola deveria saber disso o quanto antes.
Thiago não estava tranquilo. — O primeiro andar é uma bagunça. Não vá sozinha. Eu...
— Tudo bem. Dou uma volta e subo rápido.
— Então toma cuidado. Não coma nada que ninguém te oferecer.
Aimée deu um sorriso doce, assentiu e só então saiu.


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