Stella soltou a mão dela no mesmo instante: — Como que você teve coragem de brincar com isso, hein? Ainda perdi meu tempo defendendo você.
— Verdade. Vocês terminaram e você ainda implicou com a Sra. Cavalcante para fazer promessa perigosa, você é maluca?
O grupinho que falava por ela começou a olhar estranho de repente.
Os olhares e aquelas palavras feias arrancaram a dignidade de Priscila; ela não via a hora de achar um buraco no chão para se esconder.
Olhou para Jonas com amargura: — Jonas, você só ia descansar quando eu passasse vergonha?
— Você tá feliz agora? — ela reclamou chorando.
Jonas fechou a cara: — Eu não encerrei o noivado agora, nós já resolvemos isso há muito tempo, por acaso fui eu quem te obrigou a mentir?
Priscila prendeu os dentes no lábio inferior e quase rasgou a pele.
Ela partiu logo de lá, sem cara para continuar.
O grupo de antes olhava para Aimée, chateado, se desculpando: — Sra. Cavalcante, nos desculpe, a Priscila também enganou todas nós.
— Ela ficava repetindo que você enchia o saco do Sr. Valente, nós só demos ouvidos e acabamos falando no impulso.
Aimée não estava afim de lidar com aquela panelinha; só repuxou os cantos da boca e desviou o rosto.
A turma saiu logo, sem dar um pio, visto que ela não falaria nada.
Daisy lembrou de alguma coisa na hora, saiu correndo e interceptou Priscila na saída do lugar.
— Senhorita Priscila!
Daisy puxou ar, cansada.
Os olhos de Priscila ainda traziam a cor avermelhada, repletos de choro: — O que foi?
Daisy ficou constrangida.
Mas tinha que tocar no assunto.
— O consumo do camarote foi de três milhões e seiscentos mil. Vai pagar no cartão?
Priscila ficou paralizada.
Ao mesmo tempo, Stella e as outras também saíam do clube.



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