No caminho de volta, Jonas segurava o volante com uma mão enquanto repousava a outra na janela.
A brisa noturna bagunçava seus cabelos, e ele sentiu um alívio ao saber que Thiago só era parente dela, sem nenhum romance entre os dois.
Ao se lembrar dos momentos de ciúme que o deixaram maluco na Nova Zelândia e descobrir que tudo era um mal-entendido, ele ficou de ótimo humor.
Um sorriso alcançou os cantos dos olhos e um sorriso maior formou-se em seus lábios, o que esticou o ferimento em sua boca e o fez ofegar de dor.
O tio Thiago batia com força.
Sua boca sangrava e doía...
Mas a dor daquele momento não o irritava; pelo contrário, lhe dava uma sensação de bem-estar.
Tio?
Então ele era apenas o tio.
Ele sabia.
A sua Aimée não parecia o tipo de mulher que mudava rapidamente e se jogava nos braços de outra pessoa.
Mesmo que ela não ficasse com ele.
Ela respeitaria os outros e a si mesma, sem brincar com os sentimentos daquela forma.
Jonas sorriu e limpou um pouco de sangue da boca com os dedos, de bom humor.
Até que uma ligação entrou.
Ele olhou e seus olhos escureceram.
A chamada era do Henrique.
Ele quase não conversava mais com o irmão desde a briga que tiveram na Nova Zelândia. Henrique se fazia de vítima, achando que Jonas exagerava tudo e não ligava para o laço entre irmãos.
Até o culpou por ter verificado a situação com Isabel Valente, provocando outro conflito entre ela e Henrique.
Isabel Valente achava que, não bastasse Henrique distorcer os fatos, ele ainda queria jogar lama sobre ela e colocá-la como a vilã.
Portanto, ela pediu o divórcio.
Devido ao divórcio, os dois passaram por um longo mês de guerra fria.
Jonas franziu o cenho enquanto observava a chamada.

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