Aimée: — Se quer ver ele, ligue para ele. Por que está me falando isso?
— Eu, eu não tenho o número dele.
Lana riu: — Então nem o número do cara você tem e ainda é tão arrogante.
Melanie lançou um olhar mortal para Lana e repetiu mais uma vez: — Eu quero ver ele!
Aimée tirou o celular sem esboçar reação, discou o número e, ao ver a ligação ser atendida, entregou o aparelho direto para Melanie.
Melanie segurou o telefone imediatamente, chorando engasgada: — Sou eu.
Ela usava um tom de voz choroso, como se alguém a tivesse machucado.
Lana estava furiosa, mas Aimée agia como quem assiste a um teatro, sem falar nada, com um leve sorriso no canto da boca.
Ninguém soube o que o homem disse, mas Melanie de repente parecia um gato domesticado, tornando-se muito dócil: — Tudo bem, farei tudo que você mandar, mas eu tenho um pedido.
Ela olhou para Aimée, e a sua visão passou pelo crachá da médica: — Quero que a Dra. Aimée seja a responsável por mim até eu receber alta.
Lana: ...
Essa amante era realmente atrevida!
Ela arregaçou as mangas com raiva.
Aimée a impediu: — Fique calma, quer levar uma reclamação?
— É de enlouquecer.
Melanie concordou novamente no telefone e o devolveu para Aimée: — Ele tem algo para te falar.
Aimée pegou o telefone, respondeu brevemente e escutou a voz sem emoção do homem: — Cuide bem dela, use os melhores remédios.
— Sim, tudo bem.
Talvez ele estranhou a forma calma como ela aceitou tudo, sentiu uma ponta de culpa e falou novamente: — Hoje à noite eu vou te dar uma recompensa para compensar tudo isso.
A recompensa que ele falava ou seria dinheiro, ou seria ele servindo a ela.
Era inegável que, na hora de servir uma mulher, Jonas era excelente.
Aimée tinha vinte e cinco anos e nunca tinha se envolvido com ninguém antes de Jonas, todo o seu conhecimento sobre relações vinha apenas das aulas de biologia da escola. Foi ele quem abriu as portas de um novo mundo para ela.

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