Metade das garotas de Jing eram irmãs dele.
Além disso, Priscila logo seria a Sra. Valente, e ela não queria arrumar confusão.
Mas, ao ver aquela cena, Daisy achou tudo um pouco esquisito.
Se Priscila era a noiva oficial e Aimée a amante, a atitude da noiva oficial não estava submissa demais?
Como parecia que ela estava implorando para a amante ir embora?
Sem aguentar mais assistir, ela disse: — Garota, a Srta. Hoffman tem classe e está pedindo com educação para você sair. Se fosse eu, já teria te dado uns tapas em vez de perder tempo falando.
— Além do mais, ser amante não leva a lugar nenhum. As pessoas querem dinheiro, mas devem ganhá-lo de forma limpa. Não é qualquer dinheiro que se deve pegar.
Daisy sorriu, deixando o seu desprezo evidente.
Para ela, amantes só queriam saber de dinheiro e subir na vida.
Mas os ricos não eram idiotas. Como deixariam uma mulher de baixo nível assumir o controle?
A amiga de Priscila concordou: — Isso mesmo. Estamos falando de boa com você, estamos sendo educadas. Não abuse!
— Priscila, você é boazinha demais. Para que ficar perdendo tempo com ela?
— A Daisy tem razão. Gente do tipo dela precisa apanhar.
A mulher olhou para Aimée com maldade e chegou até a empurrá-la de verdade. — Se eu vir você atrás do Sr. Valente de novo, eu mesma te mato de tanto bater no lugar da Priscila. Eu te deixo pelada na rua, quero ver como você vai aparecer depois!
As mulheres cercaram Aimée, exigindo que fizesse a promessa ali mesmo, que jurasse que nunca mais faria contato com Jonas, caso contrário, não a deixariam ir embora.
Aimée não queria ficar se desgastando com aquelas bêbadas. Tentou desviar, mas elas não a deixaram passar e começaram a empurrá-la.
Alguém chegou a empurrá-la quando ela estava distraída, e outra pessoa a empurrou pelas costas.
Ela se desequilibrou e quase caiu, mas alguém chegou de repente, pegando-a pelo braço para segurá-la.
Um cheiro que ela conhecia muito bem e uma sensação familiar tomaram conta do corpo dela.
Ela levantou o olhar. E, claro, era Jonas.
Mas alguém a defendeu, achando um exagero que Jonas estivesse protegendo tanto a amante. — Sr. Valente, a Priscila querendo ou não é a sua noiva, você deveria ter pelo menos um pingo de consideração por ela...
— Pare de falar — Priscila se apressou em puxar Stella Valadão que estava a seu lado.
Stella achava que ela engolia muito sapo. — Não me segure, hoje eu vou perguntar para ele o que ele está pensando em fazer!
— Vocês vão casar logo, e ele ainda fica se envolvendo com essa mulher. Por acaso, depois de casado, ele vai sustentar ela fora de casa?
Stella e Priscila cresceram juntas, os pais delas eram colegas. Stella sempre teve a autoestima lá em cima e não suportava ver Priscila ser tão maltratada por uma amante.
Por que as coisas deveriam ser assim?
Como ele ainda protegia a outra mulher?
Jonas soltou uma risada debochada. — Quem te disse que vamos nos casar?
O rosto de Priscila ficou quente de repente.
Stella ficou perplexa. — O que você quer dizer com isso?

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