Eduardo
— Sabe que odeio esse apelido Stelinha. — Michael diz com uma cara fingida de “chateado”. — Prazer, sou Michael Davis, amigo desse babaca.
— Muito, prazer, sou Paloma Duket, amiga e companheira de estágio da Stella.
Olho para Stella, que retribui o olhar, parece que rolou um clima. Raspo a garganta e interrompo os olhares quarenta e três que ambos trocavam.
— Bom preciso ir, Stella não está muito bem. Quer uma carona Paloma?
— Eu adoraria, meus pés estão me matando. — Sorrio com o jeito desenfreado dele, ela literalmente não tem freio na língua.
— Se não se importar, eu posso levá-la. — Ele diz olhando para Paloma, depois vira para Stella e diz: — Asim você descansa.
— Não tem nem vergonha de mentir tão descaradamente assim? — Stella zomba dele que fica um pouco corado. Ele está fodido, zombarei dele para resto da sua vida.
— Deixa-o princesa. — Corro ao seu socorro sem merecer.
— Deixa amiga, você não está bem, melhor ir para casa. — Ela olha para Michael, dá um sorrisinho de lado e diz. — Se não for incomodar, aceito sua carona. — O filho da puta dá um sorriso de lado.
— Não será incomodo nenhum. — Stella revira os olhos e diz:
— Amiga, amanhã vou à sua casa, ver se melhorou. — Paloma diz com um olhar preocupado.
— Vamos amor, esses dois me dá enjoo. — Rimos com seu comentário, Stella pisca para a miga que retribui o gesto.
Encaro Michael e falo sério:
— Se ver a sua irmã, diga para não asir de casa, amanhã terei uma conversa séria com ela.
— Pode deixar que dou o recado. — Ele diz com semblante triste.
O que Lily aprontou hoje foi a gota d‘água. Ela não gostar da Stella, tudo bem, ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas difamá-la no seu ambiente de trabalho e estudo é demais. No pouco tempo que ficamos na sua casa, tenho certeza que ela ouviu o quanto esse curso é importante para Stella.
Já no carro chamo Stella, que me olha com olhar cansado.
— Stella, porque deixou Matteo te tocar daquele jeito no restaurante, e depois ainda o abraçou.
— Amor, ele estava tentando me acalmar diante daquelas víboras, e quanto ao abraço, com o que eu fiz, era motivo suficiente para eu ser expulsa do concurso, a minha sorte é que sou uma das melhores da turma.
— Não, você é a melhor, para de ser modesta. — Ela sorri tímida para mim e meu coração palpita mais acelerado, — amo seu sorriso, — Faço um carinho no seu rosto.
— Amor.
— Pode falar, minha ninfa. — Ela abre um sorriso fraco e diz:
— Eu e Matteo nunca tivemos nada, na verdade, naquele dia eu e ele estávamos bêbados, ele me contou uma história louca da família dele, e não sei porque me senti mais próxima dele, mas nunca foi atração física, gosto dele como gosto do Léo. Sem contar que ele me ajuda muito no quesito minha carreira.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.