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Laços do Coração.A babá do Destino. romance Capítulo 152

Stella

Quando minha bolsa rompeu, eu senti um misto de desespero, ansiedade e medo. Foi uma correria. Eduardo parecia um pai de primeira viagem, completamente perdido, e meu tio acabou dirigindo o carro para o hospital mais próximo porque Edu e meu pai estavam nervosos demais dirigir.

Acabou que todos que estavam em na casa dos meus pais foram para o hospital, fiquei feliz em ver todos juntos.

O atendimento foi rápido, provavelmente pelo desespero do Edu, quase peço para atendê-lo também.

Já no quarto, a doutora de plantão passou para me examinar.

— Sua bolsa rompeu, vou pedir uma ultrassonografia para ver como estão os bebês, e vou receita um soro com algumas medicações, já que os bebês são pré-maturo, precisamos fortalecer um pouquinho o coraçãozinho deles. Mas fiquem tranquilos, esse é um procedimento comum.

— Amor, tem um tempo antes de começar a ser perigoso após a bolsa romper, já estou sendo acompanhada e medicada, então não precisa ficar desesperado. — Digo fazendo carinho em seu rosto. — Vá com Léo para casa, traga a documentação e as bolsas que estão prontas e separadas. A Mona sabe onde estão.

— Amor, eu não quero sair do seu lado. — Edu diz, visivelmente relutante.

— Amor, nós estudamos isso no curso de pais de primeira viagem. São até quarenta e oito horas para eles nascerem sem riscos e não estou sentindo dor. Pode ir tranquilo.

— Vou pedir para alguém trazer a Mona com tudo que precisa, mas não sairei do seu lado. — Ele diz pegando o celular do bolso.

— Tudo bem, aceito isso também. — Digo, toda boba por ele preferir ficar ao meu lado.

Edu sai da sala por alguns minutos e logo volta, sentando ao meu lado na cama.

— Está sentindo dor, amor? — Ele pergunta preocupado.

— Não, só estou um pouco preocupada. Eles estão quietinhos. — Digo alisando minha barriga.

— Vou chamar o médico. — Ele diz, levantando-se.

— Amor, o doutor acabou de sair daqui, você ouviu quando ele disse que estão bem. É só preocupação de mãe de primeira viagem. — Digo com cara de manha.

Edu senta de volta ao meu lado, beija meus lábios e depois minha barriga e diz:

— Aguenta mais um pouquinho, meus amores. Não se preocupem, o papai e a mamãe está aqui e estamos ansiosos para conhecer vocês, mas tudo no tempo certinho hein.

— Que fofo, amor. — Digo emocionada.

— Amor, precisamos decidir os nomes. — Edu diz, fazendo carinho no meu rosto, eu sorrio e digo orgulhosa.

— Bella escolheu. Ela insiste ser dois meninos e uma menina.

— Jura? Será que o palpite dela está certo?

— Não sei, mas acho que sim. Bella disse que sonhou com eles. — Respondo com um lindo sorriso.

— Quais nomes ela escolheu? — Ele pergunta curioso.

— Bento, Benício e Beatriz.

— Lindos e tudo com B! — Ele diz, sorrindo. — Gostei dos nomes. Mas e se forem duas meninas?

— Gosto de Bárbara, seguindo a sequência dos “B”.

— Não se preocupe, vou me apressar. — Ele sorri, dando um último olhar para mim antes de sair da sala.

Fico sozinha por um momento, e a ansiedade começa a se misturar com uma sensação de calma. Os preparativos estão todos encaminhados, e sei que em breve estaremos com nossos filhos.

Uma enfermeira entra e começa a me preparar para o parto. Conversamos sobre o que acontecerá e ela tenta me tranquilizar. A ideia de ter Edu ao meu lado me dá uma força extra. A cada minuto, a emoção só aumenta.

Mona e minha mãe entram com as bolsas. Minha mãe está radiante, e a Mona, com seu olhar amoroso de sempre, aquele olha que nos dá apoio silencioso.

— Viemos só te desejar um bom parto! Que Deus te proteja minha menina. — Minha mãe diz, segurando minha mão com força.

— Vai ser tranquilo mãe, logo estará com seus netinhos nos braços. — Digo, as duas sorri para mim.

— Precisamos ir, se não vêm nos expulsar. — Mona diz com seu sotaque carregado.

Logo elas saem e fico sozinha novamente.

Eduardo

Assim que Monalisa chega, pego os papeis e peço para ela e minha sogra levar as bolsas para Stella.

Nervoso e desajeitado, derrubo a pasta de documentos no chão, espalhando os papeis no chão branco do hospital.

Léo estás impossível, fica zombando de mim o tempo todo, porque não sou pai de primeira viagem, mas estou agindo como um. A enfermeira chama a atenção de Léo, que ria e zombava do meu estado. Ele se abaixa e me ajuda a recolher os papéis. De repente, pego um documento que contém informações sobre o transplante de Stella. Paraliso.

Sento no chão, encarando aquele papel, incapaz de acreditar no que estou lendo. Meu coração palpita mais forte, minhas mãos suam… Um medo imenso me domina…

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