Stella
Quando minha bolsa rompeu, eu senti um misto de desespero, ansiedade e medo. Foi uma correria. Eduardo parecia um pai de primeira viagem, completamente perdido, e meu tio acabou dirigindo o carro para o hospital mais próximo porque Edu e meu pai estavam nervosos demais dirigir.
Acabou que todos que estavam em na casa dos meus pais foram para o hospital, fiquei feliz em ver todos juntos.
O atendimento foi rápido, provavelmente pelo desespero do Edu, quase peço para atendê-lo também.
Já no quarto, a doutora de plantão passou para me examinar.
— Sua bolsa rompeu, vou pedir uma ultrassonografia para ver como estão os bebês, e vou receita um soro com algumas medicações, já que os bebês são pré-maturo, precisamos fortalecer um pouquinho o coraçãozinho deles. Mas fiquem tranquilos, esse é um procedimento comum.
— Amor, tem um tempo antes de começar a ser perigoso após a bolsa romper, já estou sendo acompanhada e medicada, então não precisa ficar desesperado. — Digo fazendo carinho em seu rosto. — Vá com Léo para casa, traga a documentação e as bolsas que estão prontas e separadas. A Mona sabe onde estão.
— Amor, eu não quero sair do seu lado. — Edu diz, visivelmente relutante.
— Amor, nós estudamos isso no curso de pais de primeira viagem. São até quarenta e oito horas para eles nascerem sem riscos e não estou sentindo dor. Pode ir tranquilo.
— Vou pedir para alguém trazer a Mona com tudo que precisa, mas não sairei do seu lado. — Ele diz pegando o celular do bolso.
— Tudo bem, aceito isso também. — Digo, toda boba por ele preferir ficar ao meu lado.
Edu sai da sala por alguns minutos e logo volta, sentando ao meu lado na cama.
— Está sentindo dor, amor? — Ele pergunta preocupado.
— Não, só estou um pouco preocupada. Eles estão quietinhos. — Digo alisando minha barriga.
— Vou chamar o médico. — Ele diz, levantando-se.
— Amor, o doutor acabou de sair daqui, você ouviu quando ele disse que estão bem. É só preocupação de mãe de primeira viagem. — Digo com cara de manha.
Edu senta de volta ao meu lado, beija meus lábios e depois minha barriga e diz:
— Aguenta mais um pouquinho, meus amores. Não se preocupem, o papai e a mamãe está aqui e estamos ansiosos para conhecer vocês, mas tudo no tempo certinho hein.
— Que fofo, amor. — Digo emocionada.
— Amor, precisamos decidir os nomes. — Edu diz, fazendo carinho no meu rosto, eu sorrio e digo orgulhosa.
— Bella escolheu. Ela insiste ser dois meninos e uma menina.
— Jura? Será que o palpite dela está certo?
— Não sei, mas acho que sim. Bella disse que sonhou com eles. — Respondo com um lindo sorriso.
— Quais nomes ela escolheu? — Ele pergunta curioso.
— Bento, Benício e Beatriz.
— Lindos e tudo com B! — Ele diz, sorrindo. — Gostei dos nomes. Mas e se forem duas meninas?
— Gosto de Bárbara, seguindo a sequência dos “B”.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.