Seis meses depois…
Eduardo
A sala estava tomada por sorrisos e olhares atentos, mas meus olhos estavam fixos nela. Stella, vestida com a beca, os cabelos soltos dançando a cada passo. Eu já a havia visto brilhar muitas vezes, mas hoje, havia algo diferente. Era como se ela estivesse em seu auge, carregando consigo toda a força e resiliência que só quem atravessa tempestades consegue ter. E agora, ali estava ela, no palco, o nome sendo chamado e o diploma nas mãos. Eu nunca senti tanto orgulho.
Enquanto as palmas ecoavam pela sala, não era só um diploma. Era a prova de que Stella não era apenas a mulher forte e dedicada que todos admiravam, mas também uma pessoa que nunca deixou de lutar por seus sonhos, mesmo em meio ao caos que a vida jogou em seu caminho. Ela venceu. Nós vencemos. Mas, mais do que isso, ela estava ali, triunfante, com um sorriso que podia iluminar qualquer escuridão.
Ela procurou por mim na multidão, e quando nossos olhares se encontraram, eu vi o brilho de lágrimas contidas. Sorri de volta, porque sabia que aquele momento era dela. Era o resultado de muito de esforço, e agora, debaixo de toda aquela luz, ela não estava sozinha. Estávamos todos lá: sua mãe, seu pai, Léo, Emma, avó, os trigêmeos, Bella, e claro, Poliana. Poliana, sempre sua parceira, estava ao lado, também vibrando pela própria vitória, mas também pelo feito de Stella. As duas se abraçaram com tanta emoção que a sala parecia vibrar com elas.
Matteo refletia a alegria de todos os alunos. Dava para ver o orgulho que sentia.
Eu me aproximei, vendo as duas comemorando, rindo, se apoiando, e percebi como aquela amizade era um alicerce. Poliana sussurrou algo no ouvido de Stella, que a fez rir ainda mais. Eu sabia o quanto esse momento era importante para ambas.
— Você conseguiu, sempre soube que conseguiria! — eu disse quando me aproximei, tentando não deixar minha própria voz tremer. Stella se virou, os olhos ainda brilhando, e jogou os braços ao redor do meu pescoço.
— Não teria conseguido sem você, — ela sussurrou no meu ouvido, e eu só pude segurá-la um pouco mais forte, tentando transmitir em um abraço o quanto eu era grato por tê-la ao meu lado.
Enquanto a noite seguia com sorrisos, abraços e fotografias, eu apenas observava. A família toda estava ali, cada um carregando uma parte do caminho que ela trilhou. E ela, no centro de tudo, finalmente permitindo que as lágrimas de emoção caíssem, livre do peso que carregou por tanto tempo. “Que orgulho eu sentia da minha mulher.”
Quando chegamos em casa, os trigêmeos já estavam dormindo, e Bella estava quase caindo no sono. Juntos, colocamos cada um deles para dormir com carinho.
No nosso quarto, me aproximei de Stella e sussurrei em seu ouvido:
— Minha linda chef precisa de um banho relaxante?
Vi os pelos dela se arrepiarem, e o impacto da felicidade e luxúria que ela exalava me deixou ainda mais excitado.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laços do Coração.A babá do Destino.