Stella
Com um sorriso no rosto, caminhei até onde o DJ estava e anunciei brincando:
— Meninas, me perdoem, mas esse buquê já tem dona!
Imediatamente, Paloma e as outras mulheres soltaram suspiros fingidos, protestando de maneira divertida. Fiz uma cena exagerada de que elas haviam perdido a oportunidade, arrancando risadas do grupo, antes de começar a andar lentamente em direção a Paloma, que estava distraída, conversando despreocupadamente.
Ela ainda não havia percebido nada, e, quando finalmente notou a aproximação, seus olhos se arregalaram em surpresa. Segurando o buquê nas mãos, sorri ao ver a expressão de confusão tomar conta de seu rosto enquanto o salão inteiro parecia segurar o fôlego.
Paloma aceitou o buquê de minhas mãos, ainda sem entender totalmente o que estava acontecendo. Nesse instante, uma música romântica começou a toca, Michael surgiu ao seu lado, sorrindo, e antes que ela pudesse processar, ele se ajoelhou em um movimento tão suave quanto a brisa que atravessava o ambiente.
O espaço inteiro ficou em um silêncio, como se todos ali compartilhassem o mesmo ar de expectativa. As luzes ao redor cintilaram, acompanhando o momento perfeito. O coração de Paloma disparou visivelmente, e seus olhos brilharam com a emoção do inesperado.
— Paloma, você quer casar comigo? — A pergunta de Michael foi dita com tanta simplicidade e sinceridade, como se até mesmo o mundo ao redor estivesse esperando a resposta dela.
Lágrimas brotaram dos olhos de Paloma, que, com um sorriso iluminado, disse:
— Sim, com certeza sim! — E no segundo seguinte, todos os convidados aplaudiram felizes pelo casal, risadas e comemorações eram ouvidas. As luzes ao redor pareciam dançar com os corações de todos ali, celebrando o amor que acabara de ser selado.
Enquanto todos aplaudiam o pedido de casamento de Michael e Paloma, a festa continuava com uma energia radiante de alegria e amor. Estava tão feliz por eles, Edu vem ao meu lado me abraçando por trás, e sussurrando.
— Falta muito para a festa acabar? — Olho sobre os ombro e encontro o sorriso torto que deixa minhas pernas bambas.
— Toma jeito, esposo, essa noite serei só sua. — Sussurro de volta.
Meu coração estava leve, tão cheio de amor e alegria que parecia difícil conter tudo isso dentro de mim. Foi então que senti um toque suave no meu braço. Me virei e lá estava ela, minha avó Antonella, com seus olhos sempre ternos, me observando.
Ela não disse nada de imediato, mas apenas o jeito como ela me olhava, com tanto carinho, fez meu peito se aquecer. Sabia que ela queria conversar. Então, sem pressa, nós nos afastamos da agitação e encontramos um cantinho mais tranquilo no jardim. As luzes suaves das lanternas balançavam gentilmente com o vento, criando uma atmosfera quase mágica.

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