Stella
— Minha linda, nunca mais faça isso, quase foi atropelada, fiquei com medo de te perder, de você se machucar. — Ele diz beijando minha cabeça
— O que aconteceu? Eu… desculpa… Ele, por que ele me rejeita?… Edu, me leva para casa? — Digo chorando sem parar.
Eu me viro, encarando seus olhos cheios de empatia e preocupação. Meu corpo treme e sinto uma onda de tristeza me envolver.
Eduardo suspira profundamente, puxa-me para um abraço e sussurra no meu ouvido.
— Eu não sei, princesa. Mas não é sua culpa. Ele que não consegue enxergar a pessoa maravilhosa que você é.
As palavras dele me atingem profundamente, e um soluço escapa dos meus lábios. Sinto-me segura em seus braços, como se, pelo menos naquele momento, tudo ficasse bem.
— Nós vamos resolver isso juntos, minha linda. Você não está sozinha, eu, Léo, Emma e Bela estamos com você. — Ele diz com firmeza, afagando meu cabelo.
Fico ali, em seus braços, tentando juntar os pedaços do meu coração partido. Mesmo em meio à dor, sinto uma pequena chama de esperança acender dentro de mim, sabendo que os tenho ao meu lado para enfrentar o que vier pela frente.
Vejo que Leonardo está discutindo com nosso pai, não tem como não escutar:
— Tenho vergonha de ser seu filho, Stella é uma mulher que batalha para realizar seus sonhos, ela não depende de você, se a rejeita, então rejeita a mim também. Saía da minha casa.
Não queria os dois brigando, mas estou tão fraca de tanto chorar hoje, que vejo meus sentidos sumirem, vejo alguns pontinhos brilhantes e a vista vai escurecendo, não sei se saiu algum som, mas digo para Eduardo:
— Amor, estou desma…
…
Eduardo
Graças a Deus consegui ficar bem com Stella de novo, eu ia ficar louco se ela não me aceitasse.
Ok, fui um babaca por não dizer que a amo, mas não sei, as palavras só não saíram, elas ficaram presas em minha garganta, e a única coisa que consegui dizer é que ela é minha pessoa preferida!
Stella está tão mal com tudo isso que desmaia em meus braços, eu fico louco de preocupação, a pego no coloco e corro para dentro da casa deles. Deito-a no sofá, Emma corre para a cozinha e volta com um pano e álcool, eu estico bem as pernas dela, e começo a passar um pano com álcool na nuca e nos pulsos dela.
Bella começa a chorar, preocupada com Stella, Léo está desesperado também, e se recusa sair de perto da Stella. Emma pega Bella no colo e saí de casa.
Estou preste a chamar uma ambulância quando ela volta para nós, sinto meu coração bater novamente. “Ela está bem, graças a Deus, ela está bem!”. Eu a abraço apertado, e dou espaço para Léo, que a abraça e beija com lágrimas nos olhos.
— Que susto me deu mana. — Ele diz afagando os cabelos dela, deixo-os a sós e vou acalmar minha pequena.
Alguns minutos depois, Stella está bem, foi apenas um susto devido ao stress, mas vou fazê-la ir ao médico, não é a primeira vez que ela desmaia, e isto não é normal.
Emma coloca a mesa, Bella come tudo conversando e brincando com o Léo. Emma olha para Stella preocupada, e eu retribuo o mesmo olhar.
— Precisa comer, minha linda. — Digo enquanto ela apenas mexe no prato a sua frente.
Do nada, ela levanta da cadeira e corre para o banheiro, eu levanto para ir atrás e Emma diz que vai, fico preocupado, mas deixo-a ir em meu lugar.

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