Arthur olhou para o alerta vindo do monitor de batimentos cardíacos e rapidamente segurou a mão de Dona Vitória para que ela se acalmasse.
Neste momento, Alana se aproximou e segurou a mão da idosa: — Vó, eu não me importo, é verdade! Eu realmente acho que não tem problema.
Arthur franziu a testa ao olhar para Alana.
Porém, as lágrimas desciam pelo rosto de Dona Vitória em silêncio.
Como ela não iria se importar?
Ela via o quanto Alana gostava de seu neto antes.
Ela era sincera, bondosa e sabia distinguir o certo do errado; era a melhor pessoa possível.
Dona Vitória até sentia que, se Alana fosse sua filha, sob sua própria instrução, não ficaria atrás de Arthur.
Ela chegou a pensar que, depois que Alana tivesse o bebê, a colocaria de volta no Grupo Campos e, ao treiná-la pessoalmente, ela certamente seria melhor que seu próprio neto.
Mas agora...
No fim, Alana conseguiu acalmar Dona Vitória.
Contudo, ela continuava firme: — Se a Isabella não estiver grávida, ótimo. Se estiver... Se algum de vocês me esconder isso, deixá-la ter a criança e, mesmo que ela cresça e a tragam na minha frente para reconhecê-la...
Ela parou de chorar e também se acalmou.
A voz de repente trouxe um calafrio frio, lembrando a época de sua juventude, quando era conhecida como a "Mulher Impiedosa".
— Em famílias ricas, muitas crianças desaparecem sem deixar rastro. Algumas morrem para abrir caminho aos bastardos, outras para garantir o lugar dos filhos legítimos. Eu, Vitória Campos, já fiz de tudo nesta vida, e agora, no fim, não me importo em ter mais um débito de sangue nas mãos!
Ela queria que o bastardo na barriga da amante morresse!
Alana ficou tão chocada que não conseguia falar.
O quarto ficou silencioso ao extremo de repente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Memórias Destruídas: Não Há Volta Para Nós