Mas esses métodos e toda aquela crueldade, ela...
— Eu consigo manter uma pessoa ao meu lado, mas não tenho poder sobre o que sente o seu coração. — Alana sorriu para Dona Vitória.
Dona Vitória se afastou um pouco para dar espaço a Alana na cama: — Pra que você quer o coração de um homem? O coração humano muda, e o dos homens muda ainda mais e com maior frequência. A vó te ajuda. Vou ajudar a minha Alana só mais esta vez, e será a última.
Alana sabia que Dona Vitória, apoiada pelo próprio poder e idade, queria acabar com a vida de Isabella.
Ela segurou a mão de Dona Vitória e balançou a cabeça: — Dona Vitória, o homem cujo coração não pertence a mim, eu não o quero mais. Eu... estou cansada...
Dona Vitória virou o rosto para secar as lágrimas.
Ela sentia um pouco de rancor.
— Prometa à vó que vai tentar mais uma vez com o Arthur, está bem?
Vendo o pedido de Dona Vitória, Alana assentiu e concordou.
O divórcio ainda aconteceria, ela apenas precisava acalmar a idosa por enquanto.
No fundo, Alana sentia-se um pouco culpada...
Ao mesmo tempo, do outro lado...
Dona Helena perguntou a Arthur: — O bebê na barriga da Isabella...
— Ela não está grávida — Arthur simplesmente jogou essas palavras e saiu.
Dona Helena ficou perplexa no mesmo lugar.
O Sr. Ricardo, por sua vez, havia perdido toda a agitação de antes e, exausto, pediu ao mordomo que o ajudasse a ir descansar.
Dona Helena estava agoniada: — Como ela não está grávida...?
Na verdade, ela havia pensado que, mesmo que Dona Vitória não gostasse agora, se a criança nascesse e quando a idosa falecesse, no fim, ainda seria da família Campos.
E, até lá, Alana já estaria divorciada.
Tendo Isabella como nora, ela também ganharia prestígio, sem falar no quanto o bebê nasceria inteligente e sagaz.
— Tudo culpa da Alana, que fez questão de trazer isso à tona. E agora, ela fechou todas as portas! — Beatriz estava sem palavras.

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