Alana abaixou os olhos, pensando sem emoção que ele devia estar muito ocupado.
— Sim. Você quer conferir?
Arthur olhou para ela e, diante dessa atitude dela, não disse nada.
Só que, ao chegar à porta, ele pediu que Alana registrasse as digitais dele para facilitar as futuras visitas.
— Também deixe uma cópia da chave reserva pronta.
Alana entendia o princípio de encenar o show completo e pegou a chave reserva para ele.
Ao entrar, Arthur deu uma olhada nas coisas que Alana havia comprado para ele, todas colocadas por ela na despensa.
Ele franziu levemente a testa, e o olhar recaiu sobre a cama de solteiro no quarto.
Por fim, ele fez uma ligação e chamou o assistente pessoal e o gerente do supermercado de luxo dos Campos, substituindo a cama de Alana por uma cama de casal sem sequer perguntar a ela.
O assistente pessoal também organizou os itens de uso diário dele na bancada.
A escova de dentes e o creme dental, o barbeador, a loção pós-barba de Arthur... tudo encostado intimamente a todos os itens de Alana.
Até as roupas trazidas pelo gerente do supermercado estavam misturadas com as roupas e peças íntimas de Alana, no mesmo guarda-roupa.
Aquilo representava o tipo de intimidade que só um casal realmente apaixonado compartilhava — e tudo não passava de uma farsa.
Alana olhou ao redor, vendo seu território invadido, tudo com os traços de Arthur.
Ela não pôde evitar uma certa resistência.
Mas ela pensou nas dezenas de bilhões que cairiam no cartão do banco a cada trimestre, no pai e no irmão, e reprimiu aquela emoção.
Só que Isabella conseguiria aceitar que ele fizesse aquilo?
Isabella poderia ser tão generosa de verdade?
Ela apenas pensou nas palavras que poderiam causar mal-entendidos e as deixou passar; ela não perguntou.
Em vez disso, ela perguntou: — Sr. Campos, você está se preparando para passar a noite aqui hoje?
Arthur pegou o roupão, mas não respondeu a Alana.
A sua postura deixava bem claro que ele iria passar a noite ali.

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