Alana franziu a testa. Quando estava prestes a desligar o computador, ouviu a voz de Arthur.
Muito leve, muito gentil —
— O que foi?
Alana levantou a cabeça e olhou. Arthur estava no telefone, e na tela iluminada lia-se a palavra "Bebê"; era Isabella.
Vagamente, ouviu-se a voz de Isabella vazando; parecia que estava fazendo dengo com Arthur, perguntando se podia criar alguma coisa.
Por fim, Alana ouviu o miado de um gato.
Isabella riu do outro lado da linha: — Eles criavam juntos um gato persa chamado Simba Campos: Isabella se considerava a mãe do bicho, e Arthur, o pai.
Descobriu-se que eles estavam criando juntos um gato persa chamado Simba Campos.
Isabella era a mãe de Simba, e Arthur era o pai de Simba.
Alana não escutou mais nenhuma palavra além disso, pois Arthur saiu.
Alana não sabia se ele iria voltar e não tinha a intenção de esperar, apenas puxou as cobertas e deitou-se.
Ela dormiu muito bem!
No dia seguinte, quando abriu os olhos, foi acordada pelo toque da campainha do lado de fora.
Alana sentou-se e instintivamente olhou para o espaço ao lado, e não havia indícios de que alguém tivesse deitado ali.
Em outras palavras, Arthur havia feito companhia para Isabella no dia anterior e não voltou.
Ela não se importou. Levantou-se para ir abrir a porta, e deparou-se com Beatriz, que simplesmente entrou.
Ao ver Alana, Beatriz primeiramente revirou os olhos; a aversão no olhar não podia ser disfarçada.
Só por fim, mudou de cara e olhou para o homem na sala de estar.
No âmbito profissional, ela o chamava de: — Sr. Campos, eu trouxe o seu café da manhã. Ao meio-dia há uma reunião que você precisa conduzir. O pessoal da Elbia precisa de um pouco da sua influência; haverá uma troca entre governo e empresários. Precisam de alavancagem financeira para promover algumas novas políticas.
Arthur pegou o relatório das mãos de Beatriz, e depois que assinou, Beatriz saiu.
Ao sair, não olhou nenhuma vez na direção de Alana.

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