Naquele instante, Alana segurou a respiração, ela conhecia a inteligência de Arthur após conviver tanto tempo com ele...
— Não estou me sentindo bem. Como perdi o bebê há pouco tempo, ainda devo estar tendo sintomas.
Arthur parou de olhá-la, fechou o porta-luvas com a mão e ligou o carro. Disse num tom tranquilo: — Quer que eu agende o exame de amanhã para você?
O coração de Alana pulou forte; ela balançou a cabeça e abaixou o olhar: — Não, eu estou ótima.
Ele não insistiu.
O interior do carro ficou mudo, e Arthur foi direto para a Mansão das Águas sem questionar o destino de Alana.
Quase alcançando a Mansão das Águas, Arthur falou: — Amanhã você recomeça a me entregar a comida, vou pedir para deixarem você entrar.
Alana travou ao pensar no ocorrido de hoje.
Ele não tinha falado que não precisava mais?
Era preciso despachar sopa e comida, três refeições ao dia; cadê o tempo para trabalhar?
Ficar vigiando a sopa fervendo já tomava conta, ela não podia se afastar.
Ela vivia sobrecarregada no emprego.
Mas ela acabou dizendo: — Sr. Campos, sendo sincera, não sei onde arrumar a comida. Quando fui deixar o prato para você da primeira vez, você mandou botar na lixeira sem indicar o local certo. Depois, eu coloquei naquela mesa ao lado da janela grande.
Ao falar, Alana ainda tinha a impressão de que a rejeição a travava num ciclo de desgaste.
— Porém, quando acabou o meu turno, descobri os pratos que eu cozinhei jogados no lixo por você.
Chegaram, o carro estacionou.
Arthur observou Alana.

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