O trajeto de vinte minutos foi percorrido em sete minutos.
Alana não pensou em mais nada, apenas abriu a porta e desceu.
Bento viu seu estado miserável e em pânico, e embora não quisesse ir junto, teve medo de que algo lhe acontecesse, então a acompanhou rapidamente.
Enquanto isso, ele tentou ligar para Arthur, mas o aparelho estava desligado e a chamada não completava.
Foi apenas ao parar com Alana diante da porta do apartamento e ver a mulher que abriu...
Aquela mulher não era a babá que segurava o bebê na Valente Tech dois dias atrás?
— A criança acabou de adormecer, como a senhora vem a esta hora? — A babá forçou um sorriso para Alana, e seus olhos mostravam culpa momentânea.
— Ploft!
Alana deu-lhe um tapa sem hesitar e a empurrou para entrar.
Bento avançou imediatamente para imobilizar a babá e fechar a porta.
— Por que você me bateu? Me solte! — A babá estava apavorada. Antes de terminar a frase, virou a cabeça e viu um objeto gelado pressionado contra a sua testa.
Bento ia apenas proferir um aviso verbal, mas viu Alana trazendo a criança nos braços como se estivesse enlouquecida.
Ele também reconheceu logo que aquela era a criança que Arthur havia colocado no carro naquele dia.
— A criança pode ter recebido remédio para dormir! Senhor Cavalcante, por favor, me leve ao hospital agora mesmo! — A voz de Alana estava trêmula.
Naquele momento ela quase odiava a si mesma até a morte.
Queria poder sofrer no lugar da criança.
— Está bem, desça primeiro. — Bento parou por um segundo e acenou.

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