Como Alana Campos não respondeu por um longo tempo, Arthur Campos desviou o olhar e voltou a encará-la: — Está distraída com o quê? Perguntei se você consegue fazer isso.
Alana voltou a si.
Ela queria desafiar a si mesma com essa intensidade e nível de trabalho.
Mas isso significava ficar ao lado de Arthur por pelo menos um ano.
— Vou conversar com o Henrique primeiro. Os pilares técnicos estão todos com ele. — Só então Alana percebeu outra vantagem da cessão técnica: agora ela podia mobilizar o pessoal de ambas as empresas.
Arthur assentiu: — Pode ser, apenas me dê uma resposta o quanto antes.
Alana não entendia. Já que ele valorizava tanto Isabella Soares, por que não pedia diretamente a ela para tentar?
Mas ela não fez essa pergunta.
Justo quando chegou à porta, de repente ouviu a voz de Arthur: — Os empregados da Mansão das Águas disseram que você saiu apressada ontem à noite. O que aconteceu?
A postura de Alana congelou.
Ela se virou para olhar para Arthur.
— A pequena Maya foi maltratada, quase deram pílulas para dormir a ela. A bebezinha foi xingada pela babá. Sem o pai e a mãe por perto, ela teve que suportar o medo e o pavor sozinha, chorou até a garganta inchar e acabou desmaiando de sono...
E onde estava o pai da pequena Maya naquele momento? O Arthur estava se divertindo no parque com o irmão da Isabella.
Mas isso já era passado.
Aquele momento em que ela mais havia desmoronado, em que mais precisara dele, já havia passado completamente.
— Não foi nada, aconteceu um problema com o meu pai. Depois descobri que tinham ligado por engano. Fiquei muito assustada, não verifiquei e chamei um carro para sair. O carro quebrou, e no desespero vi o seu carro, então quis pedir sua ajuda. — Depois que Alana terminou de falar, ela olhou para Arthur.
Ao ouvir isso, Arthur olhou para Alana com um olhar denso.
Após um longo tempo, ele disse:

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