Isabella realmente se sentia muito impotente.
Alana tinha acabado de sair do banheiro naquele momento. Ela se arrumou, pingou um colírio e, logo após dar alguns passos, teve seu pulso segurado por alguém.
— Hum? — Alana pensou ser algum colega conhecido. Ela enxugou o excesso de colírio com um lenço de papel e virou o rosto, confusa.
Lorenzo olhou para os olhos vermelhos e inchados de Alana e não pôde evitar ficar atônito.
Ela andou chorando?
As palavras duras que ele havia preparado de repente não saíram, restando-lhe apenas franzir a testa: — Você ama tanto o Arthur assim, a ponto de jogar sua dignidade fora?
Alana abaixou a cabeça, olhou para o pulso firmemente segurado por Lorenzo e achou aquilo sem sentido.
— O que você quer? Me solta! — A expressão dela esfriou.
Os olhos de Lorenzo mostravam uma frustração que nem ele mesmo percebia, mas não afrouxou o aperto:
— Como homem, posso te dizer com toda a clareza: quanto mais você ficar no pé dele, mais o Arthur vai ter nojo de você.
— E você não percebeu? Você perdeu o bebê, e o Arthur não olhou para você nem uma segunda vez. Ele sequer me puniu por causa daquele filho que se foi, muito menos cortou relações comigo. Você ainda não entendeu isso? O Arthur não liga para você, não te leva a sério! Pare de correr atrás!
Lorenzo continuou segurando Alana sem largar.
O que passou, passou, mas agora, ele esperava que Alana não incomodasse mais Arthur daquela maneira.
Por acaso todos os homens do mundo haviam morrido?
Uma mulher que vivia sem nenhuma dignidade por causa de um homem, ainda tinha alguma vergonha na cara?
Alana riu em escárnio: — Como mulher, eu te digo bem claramente: você vive fazendo tudo o que a Isabella manda, mas não acha que todo mundo é igual a você.
O rosto de Lorenzo esfriou e ele a soltou.
Ele não esperava que Alana fosse tão ingrata.
Antes que ele pudesse abrir a boca, Alana continuou sorrindo e disse:


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