O volume da voz não foi nem alto nem baixo, o suficiente para vazar e Alana escutar.
Com nojo daquela frase, Alana levantou os olhos e viu que Arthur olhou para o lado.
Havia um grande silêncio nos olhos dele, e então o olhar recaiu no celular dela.
No intervalo em que Alana abaixou o celular —
— Ela está filmando escondido mesmo, eu acabei de ver!
A voz de Beatriz soou de repente.
Desde que saiu até agora, ela estava sendo deixada de lado por Arthur. Ele também não permitia que ela voltasse ao Grupo Campos, então a única opção era dar um jeito de fazer Isabella ajudá-la.
O encontro de hoje foi marcado por Isabella especialmente para ela.
Quem diria que, ao chegar, ouviria Isabella dizer isso. Ela não viu se havia gravação ou não, mas já que a futura cunhada falou, era natural que ajudasse com algumas palavras!
Nesse momento, a porta da sala privativa foi totalmente aberta.
Alana levantou os olhos e viu Isabella saindo.
Sob a luz, viu o rosto de Isabella corado com um tom primaveril.
E Arthur também se levantou.
— Não gosto que me filmem escondido, por favor, apague. — Isabella olhou para Alana, falando em tom de ordem.
Beatriz também disse: — Não negue, marquei com meus amigos aqui. Assim que entrei, te vi seguindo a Isabella sorrateiramente, e ainda gravando!
Alana olhou para Beatriz: — Se você está tão obcecada a ponto de enxergar coisas que não existem, procure um médico. E mais, tem câmeras de segurança aqui.
Falar nisso deixava Beatriz irritada.
Ela cerrou os dentes e olhou para Arthur, esperando que ele tomasse partido.
Isabella também franziu a testa. Sua intuição dizia que Alana usaria as fotos para mostrar à Dona Helena Campos, para que a velha se voltasse contra ela...
Portanto: — Se você não gravou, desbloqueie o celular e nos mostre, só para provar. Não há necessidade de discutir de forma tão deselegante aqui, com tanta gente olhando.
A implicação era que ela tinha vergonha na cara e Alana não.


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