Se Arthur abrisse o arquivo, apenas com aquele vídeo, seria o suficiente para adivinhar que Maya era sua filha.
Mesmo que Thales Silveira tivesse coberto todas as informações de Maya, seria inútil.
No instante em que o desbloqueio foi bem-sucedido, a mente de Alana ficou em branco.
Sem tempo sequer para pensar, naquele instante de respiração, ela reagiu por completo, levantou a mão trêmula e deu um tapa em Arthur.
Um estalo soou.
Todos os sons silenciaram.
Em seguida, houve um baque na água.
Quando Alana tentou pegar o celular, ele escorregou da mão de Arthur, caiu e foi parar no aquário decorativo.
Tudo isso aconteceu rápido demais, de forma muito repentina.
Nem a própria Alana conseguiu reagir, foi tudo uma reação instintiva do corpo para proteger a criança!
Mas...
Por quê?
Por que ele podia ver a privacidade dela quando quisesse?
Apenas para proteger Isabella, a dignidade e o orgulho dela podiam ser totalmente ignorados por ele?
Eu não sou uma pessoa também?!
A cena ficou em silêncio por um momento, até Camila, que havia se aproximado, congelou no lugar, sem falar de Isabella.
Mas, apenas por olhar um celular, precisava disso tudo?
— Alana! — A voz fria do homem carregava raiva.
Alana levantou a cabeça para encará-lo, lágrimas se acumularam em seus olhos, seu corpo tremia, perdendo totalmente o controle emocional, e questionou: — Por que eu tenho que aceitar os questionamentos e as buscas de vocês? Eu, Alana, prefiro me destruir a me curvar!
Arthur olhou para a pessoa à sua frente, que havia perdido o controle emocional de forma tão completa, e a raiva em seus olhos diminuiu.
Ele apenas a observou em silêncio e, por fim, seu olhar caiu sobre o celular no chão.

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