Ninguém percebeu que, naquele momento, Beatriz estava extremamente nervosa e nem falava mais.
Mas Arthur era seu próprio irmão, ele não ia deixá-la ser presa e ver Alana dificultando as coisas para ela, ia?
Por precaução, Beatriz queria pedir ajuda a Isabella.
Isabella também ia entrar com ela naquele momento, mas Tiago disse: — O Sr. Campos pediu para a Assistente Alana entrar sozinha. Srta. Soares, espere mais um pouco.
A expressão de Isabella mudou.
Mas logo ela entendeu.
Alana representava a Valente Tech. Arthur mostrar aquilo e chamar Alana para entrar sozinha era o mesmo que dizer a todos que Alana havia armado a situação. E que ele não iria expor tudo apenas para preservar a imagem da Valente Tech.
Caso contrário, se não tivesse sido Alana a fazer, por que chamá-la lá dentro?
Isabella concordou com a cabeça: — Tudo bem, vou esperar aqui.
Vendo isso, Beatriz se adiantou: — Isabella, as câmeras realmente filmaram?
Isabella olhou fixamente para Beatriz:
— Essas duas câmeras extras estão ligadas ao computador do Arthur. Ele já previra que esse dia chegaria e que a Alana armaria algo desse tipo. Por isso as instalou sem que ela soubesse, para pegála mentindo. Deve ter gravado sim, senão ele não deixaria ela entrar.
O rosto de Beatriz empalideceu.
Mas logo ela entendeu que, se seu irmão soubesse que tinha sido ela, ele a teria chamado lá dentro com certeza. Se ele não a chamou, era porque Alana seria usada como bode expiatório e acabaria assumindo toda a culpa para protegêla...
Pensando nisso, Beatriz olhou.
A persiana baixou de repente —
Alana assistiu às gravações da câmera.
Tinha sido a Beatriz...
— Ainda vai até o fim? — Arthur perguntou de repente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Memórias Destruídas: Não Há Volta Para Nós