Arthur a observou com os olhos vermelhos. Ele pegou em silêncio um lenço preto bordado com o próprio nome e o colocou na mão dela: — Limpe suas lágrimas. Pare de ficar chorando por qualquer coisa.
Assim que ele disse isso, os dedos dele bateram no teclado.
No mesmo momento em que as persianas se abriram, a tela conectada às câmeras de segurança do lado de fora começou a tocar um trecho de vídeo gravado.
Alana ouviu o som e virou a cabeça para olhar.
Os olhos de todos se concentraram na tela do lado de fora.
Beatriz entrou no escritório, disse algumas palavras para Isabella, que pegou e olhou o convite para o Banquete do Professor na mesa de Arthur e depois saiu.
Mas Beatriz deu a volta na mesa, tirou um dispositivo de armazenamento do bolso, inseriu na máquina que Alana usava, abriu a tela e instalou o vírus.
Tudo foi mostrado com clareza!
O lado de fora estava tão silencioso que se podia ouvir a respiração de todos, até que...
Palmas soaram.
Henrique não pôde deixar de bater palmas e apareceu na entrada com os policiais:
— É a Srta. Beatriz, certo? Você prejudicou os interesses de três empresas e ainda tentou colocar a culpa na funcionária da Valente Tech. Agora as testemunhas e as provas estão aqui. O que você tem a dizer?
Beatriz acordou do imenso choque.
Ela ainda não conseguia acreditar que seu irmão não a protegeu, que ele não deixou Alana ser o Bode Expiatório...
— Isabella! — Beatriz virou a cabeça e agarrou o pulso de Isabella. — Isabella, me ajude. Vá falar com o meu irmão!
Isabella também havia se recuperado do choque e olhou para Beatriz com uma expressão confusa.

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