Alana foi até a porta e virou-se por educação, acenando com a cabeça para eles.
Bento retribuiu com um leve aceno.
Por fim, quando o olhar dela pousou em Arthur, ele falou de repente, com uma voz normal e clara: — Descanse bem.
Alana apertou os lábios e olhou para Arthur, mas ele já havia desviado o olhar.
Por um momento, Alana nem conseguiu distinguir se aquele "descanse bem" tinha sido dito para ela.
Ou se tinha sido para Isabella.
Ela apenas ouviu Dante dizer sorrindo: — O Sr. Campos se preocupa demais com a Isabella. Ela deu um bocejo e ele já começou a dar conselhos. Parece que é mandado pela mulher, mas na verdade é ele quem manda nela, não é?
Houve uma onda de risos e o ambiente voltou a se animar.
A porta se fechou e toda a agitação pareceu ter sido pausada.
Alana entrou no elevador com Camila. Quando estavam quase chegando, Camila sussurrou: — Alana, me desculpe. Eu não vou mais ser tão impulsiva, não vou...
Alana olhou para os olhos vermelhos dela e sorriu.
— Na verdade, no começo, eu queria que todos soubessem que eu era a Sra. Campos. Mas agora, eu não quero mais. Eu quero esconder isso a todo custo.
Assim, a pequena Maya Magalhães ficaria segura.
E o caminho dela no futuro não seria afetado por Arthur.
A porta do elevador se abriu. Camila ia dizer mais alguma coisa, mas de repente viu: — Sr. Valadão?
Alana virou a cabeça e viu Dante parado na porta.
As tatuagens no corpo dele o deixavam com uma aparência extremamente ameaçadora sob a luz branca e fria, tornandoo ainda mais assustador.
Alguém que nunca tivesse derramado sangue não teria aquela aura. E Alana também já tinha ouvido Camila dizer que Dante, no Sudeste Asiático, governava com mão‑de‑ferro e não tinha escrúpulos em derramar sangue.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Memórias Destruídas: Não Há Volta Para Nós